segunda-feira, 26 de março de 2012

"Dez mandamentos do verdadeiro desportista"

Para fomentar o jogo de basquetebol, "As delegações da Associação Cristã da Mocidade, (o YMCA português, Nota nossa) introdutoras do Basquetebol no nosso País, serviram-se de variadas formas para o fomentar e divulgar ao fazer a sua propaganda...
Foi com esse fim que a ACM de estudantes de Coimbra fez publicar em 1922, uma brochura sob o título "Basket-Ball e vários jogos Atléticos americanos". Trata-se de um trabalho composto por trechos traduzidos e adaptados por Orton S. Clark, que foi secretário daquela agremiação.
Por ter grande actualidade, que será de sempre e para sempre, não resistimos em dar a conhecer, transcrevendo-os, os "Dez mandamentos do verdadeiro desportista" que nesse livro, logo no princípio, vêm inseridos:
"1. Não te darás por vencido sem teres feito o máximo para vencer honrosamente.
2. Não apresentarás desculpas nem "razões" por perder.
3. Não te encherás de orgulho quando venceres.
4. aprenderás a perder.
5. Não tomarás vantagens ilícitas sobre o teu adversário.
6. Não pedirás "handicaps" injustos.
7. Está sempre pronto a dar ao teu adversário o benefício de qualquer dúvida.
8. Não faças pouco do teu adversário nem exageres as tuas forças.
9. Lembra-te que praticar o "sport" é o que verdadeiramente vale. Ganhar ou perder são detalhes pouco importantes.
10. Honra o "sport", porque aquele que o pratica honrosamente, ganha mesmo quando perde."
Albano Fernandes, in História do Basquetebl em Portugal. 1913-1977. pag 46



sábado, 24 de março de 2012

Fernando Martín


Fernando Martin foi um dos grandes do basquetebol espanhol. Chegou mesmo a ir para a NBA. Infelizmente a sua carreira terminou abruptamente com a sua morte num acidente de automóvel.
O próximo video mostra um jogo de 1986 com Fernando Martín a jogar pelo seu Real Madrid. Além dele aparece o base Corbalan, que segundo sei, atrasou a sua despedida do basquetebol para poder ter o prazer de jogar com Martín.


quinta-feira, 22 de março de 2012

O grego Nikos Galis

"Eu sentia que se Galis quisesse fazer um cesto, ele o faria, independentemente do que fizesse o seu oponente"
Palavras do lituano Sabonis, um outro dos grandes jogadores de basquetebol do nosso passado recente.
As imagens que trazemos dão conta dessa capacidade enorme de Galis.


terça-feira, 20 de março de 2012

Desafio

Aos meus leitores mais antigos e experientes, que acompanham o basquetebol há mais tempo, deixo o seguinte desafio: a partir dos anos setenta do século 20 e até ao momento como se podem dividir e designar os períodos pelos quais passou o basquetebol português? Era uma forma de dar sequência à visão que Albano Fernandes nos transmitiu no seu livro e que transcrevi em mensagem anterior.
Volto a colocar a periodização a seguir:
"1913-1921, de recreatividade e de iniciação;
de 1922 a 1929, de propaganda, de aliciamento, de fundação das primeiras Associações e Federação;
de 1930 a 1945, de evolução e de consolidação;
de 1946 a 1957, de rotina, estagnação e de algum retrocesso;
de 1958 a 1964, de novo, de fomento e de expansão, agora programado, e consequente progresso qualitativo e quantitativo;
de 1965 a 1973, de renovação regulamentar;
de 1974 em diante, de projecção face à renovadora realidade portuguesa."

domingo, 18 de março de 2012

Desporto, antítese da educação!!!

"... só em 1932 é que o Estado Português decidiu intoduzir "a ginástica" como disciplina obrigatória nos liceus e, a propósito dos programas, legislou o seguinte: "quanto aos desportos e jogos desportivos, visto serem a antítese de toda a educação, o programa proibe-os formalmente. Sob o ponto de vista moral e social, os desportos são uma prática funesta, desvirtuando toda a acção educativa e consciente de formação." In Decreto 21110 de 16 de Abril de 1932
Retirado de Teotónio Lima, "Saber treinar, aprende-se".
Assim via o Estado Novo o desporto em 1932.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Comparação EUA-França

"Por razões de gosto tenho nos últimos anos dedicado uma parte do meu tempo livre ao estudo do basquetebol, tentando enquadrá-lo, sempre que possível, numa perspectiva histórica.
Uma das fontes tem sido, evidentemente, o contributo fundamental e incontornável dos norte-americanos, os pais do jogo e seus dominadores quase em absoluto até à relativamente pouco tempo. Tenho também estudado paralelamente a história do basquetebol francês que foi, pelo menos em termos cronológicos, um dos primeiros a importar o jogo para o seu território, em 1893..."

quarta-feira, 14 de março de 2012

O cronómetro na história

O cronómetro é um instrumento usado frequentemente pelos treinadores, incluindo os de basquetebol. Li hoje que a primeira vez que foi usado foi em 1732 para medir a velocidade da corrida de um cavalo. E esta heim.


segunda-feira, 12 de março de 2012

Uma proeza extraordinária

O desporto e o basquetebol em particular, é um mundo onde por vezes o que parece impossível se torna possível. Um só jogador da NBA, num jogo contra outros jogadores da NBA, fazer em apenas 35 segundos 13 pontos, é algo de soberbo. Pois foi o que fez Tracy MacGrady. Vejamos.

sábado, 10 de março de 2012

Como as concepções mudam...

As ideias acerca das práticas físicas aconselhadas para os diversos tipos de praticantes mudam com as épocas. Dois exemplos:
Pierre Arnaud, um historiador do desporto e da Educação Física, assinalava que "até ao fim dos anos 50, o desporto não era considerado um jogo de crianças, e a sua prática não é aconselhada antes dos 16 ou 18 anos".
Em Portugal, em 1932 saiu um decreto que proibia a prática dos desportos nas aulas de Educação Física.
Outros tempos... Agora, como sabemos, a idade em que se começa a praticar desporto é cada vez mais precoce. Há por isso que saber adaptar as práticas ao nível das crianças e dos jovens. Decididamente o desporto dos adultos não é, nem deve ser, o desporto das crianças.

quinta-feira, 8 de março de 2012

História do ensino: um filme antigo.

Como já devem ter percebido os meus caros amigos que passam por aqui, para além de uma paixão pela história do basquetebol em geral, nutro um especial gosto pela história do jogo jogado, que pode ser visionado em filmes antigos. Neles, dá-se conta da evolução técnica, táctica, física, etc, quando os colocámos em perspectiva e comparamos imagens de épocas diferentes.
Para quem possa ter ou vir a ter o mesmo prazer que eu tenho no estudo destes filmes, hoje trago a sugestão de um filme didáctico francês, que tinha uma concepção que agora chamaríamos "tecnicista" do ensino do jogo.

terça-feira, 6 de março de 2012

Os campos de jogo primórdios do basquetebol

Uma das principais limitações à expansão inicial do jogo foi a existência de campos próprios. Os primeiros jogos realizavam-se no exterior, muitos em campos de futebol, mas este desporto não apreciava a concorrência. Nesses pisos do exterior, a chuva caída tornava os campos lamacentos o que prejudicava ou mesmo inviabilizava a realização dos jogos. Daí que os campos asfaltados fossem considerados os melhores para a prática do basquetebol. Em 1966, um plano quinquenal permitiu a construção de pavihões desportivos o que foi bastante positivo para a prática do basquetebol.
Dados recolhidos na obra de Albano Fernandes que temos vindo a citar.

domingo, 4 de março de 2012

A força de Coimbra!

No início do basquetebol em Portugal, Coimbra foi um polo principal e nele, a Associação Cristã da Mocidade, - o "YMCA" português - teve papel fundamental. Leia-se a seguinte citação:
"E do n.º5 do "Triângulo vermelho" de Abril de 1921, extraímos:
"Bolchevistas e Capitalistas em dois temas de Basket-Ball, têm disputado renhidamente vários desafios.
São capitães: dos Bolchevistas, o Sr. Stallings, que é um forte jogador e dos Capitalistas, o Sr. Porolison.
Desperta grande entusiasmo esta épica luta que se repete três vezes por semana".
Assim se fomentava e desenvolvia o basquetebol em Coimbra. Não admira, portanto, o seu ascendente técnico sobre os seus pares do Porto e Lisboa, nos primeiros jogos que entre si se realizaram."
Albano Fernandes, in História do basquetebol em Portugal. 1913-1977.



sexta-feira, 2 de março de 2012

1.º Curso de treinadores em Portugal

Foi em 1958 que se realizou o 1.º curso de treinadores. Para isso foi convidado a leccionar o treinador francês Robert Busnel, seleccionador do seu país e de renome europeu.

In História do basquetebol português, de Albano Fernandes




segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

As fases do basquetebol em Portugal

Segundo Albano Fernandes, ex-presidente da Federação Portuguesa de Basquetebol, entre 1913 (surgimento do basquete em Portugal) e 1977, este desporto passou pelas seguintes fases:
1913-1921, de recreatividade e de iniciação;
de 1922 a 1929, de propaganda, de aliciamento, de fundação das primeiras Associações e Federação;
de 1930 a 1945, de evolução e de consolidação;
de 1946 a 1957, de rotina, estagnação e de algum retrocesso;
de 1958 a 1964, de novo, de fomento e de expansão, agora programado, e consequente progresso qualitativo e quantitativo;
de 1965 a 1973, de renovação regulamentar;
de 1974 em diante, de projecção face à renovadora realidade portuguesa.
In História do basquetebol em Portugal, pag 48, de Albano Lopes Fernandes

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Site recomendado (em francês).

Para quem dominar o idioma francês deixo aqui uma ligação de um site muito interessante onde se podem encontrar muitos dados, imagens e videos sobre a história do basquetebol, desde as suas origens até hoje.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Frases

"A vida só pode ser compreendida olhando-se para trás, mas só pode ser vivida olhando-se para frente."
Soren Kierkegaard.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Alekxander Gomelsky

Um video de divulgação da figura do grande treinador europeu, de nacionalidade soviética, Aleksander Gomelsky.
Tivemos o sonho de o tentar trazê-lo ao Clinic do Gaia, em 1989/90, dois anos depois dele ter sido campeão olímpico em Seul, com a União Soviética, ganhando à Jugoslávia por 76-63. Não o concretizámos. Aqui fica o video onde temos também a oportunidade de ver grandes jogadores dessa equipa dos anos oitenta.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

O jogo de "ontem" vs "jogo de hoje"

Um bom pedaço de um jogo da final da NBA em 1954, entre os Lakers e Syracuse. Convido o leitor a fazer comigo um exercício das diferenças, utilizando uma pergunta: o que mais caracteriza técnica e tácticamente este jogo, fazendo uma comparação com o jogo de agora?

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Ensino da bola ao ar

Uma imagem de Naismith, na universidade de Kansas no início do século XX, a ensinar a bola ao ar a duas jogadoras.
Reparem que as duas jogadoras tinham uma mão atrás das costas. Faria parte das regras ou era uma indicação de carácter técnico?
Várias décadas depois, na França, este comportamento era mantido e foi considerado uma especificidade do basquetebol francês dos seus primeiros tempos, já que noutras paragens há muito que não se usava.
E aqui em Portugal, teremos também passado por uma exigência destas, de colocar uma mão atrás das costas na bola ao ar?

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Afinal, quem disse?

Na minha escola andamos em preparativos de inaugurar uma primeira exposição sobre os "120 anos de basquetebol". Decidimos começar com frases significativas e de alcance educativo geral ditas por personalidades da história do basquetebol ilustradas com a respectiva fotografia.
A frase famosa com que começamos gerou alguma controvérsia. Aqueles que conhecem um pouco da figura de Naismith, sabem que uma das frases dele foi:
“I seek to leave the world a little better place than I found it.”
Várias das minhas alunas que são escuteiras vieram dizer-me que quem disse essa frase foi Baden-Powel, o criador do Escutismo.
Fui procurar um pouco na net e encontrei de facto esta frase parecida (que coloquei a bold) inserida numa carta final e conhecida postumamente de Lord Robert Baden-Powel:
"But the real way to get happiness is by giving out happiness to other people. Try and leave this world a little better than you found it and when your turn come to die, you can die happy in feeling that at any rate you have not wasted your time but have done your best. "Be Prepared" in this way, to live happy and to die happy - stick to your Scout promise always - even after you have ceased to be a boy - and God help you do it."
This last message was found in his papers after he had died.
Lord Robert Baden-Powell: February 22, 1857 to January 8, 1941
Ora, como esta última mensagem terá sido escrita provavelmente no fim da vida de Baden-Powel que ocorreu em 8 de Janeiro de 1941, a frase de James Naismith é anterior. Se alguém usou a frase de alguém, terá sido o próprio criador dos escuteiros.
Qual é a vossa opinião?

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Outra invenção de Naismith

Naismith não se ficou pela invenção do basquetebol, o que aliás, já seria coisa geralmente muito para além do comum dos mortais. Uma outra das suas invenções foi a do capacete de protecção do futebol americano.
É preciso acrescentar que o capacete inicial estava muito longe do tipo do capacete actual. Foi feito na sequência de uma lesão que Naismith teve num jogo de futebol americano e teve como ajudante a sua mulher.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Reflexão/comparação

Foi praticamente logo depois de o basquetebol masculino ter aparecido, em 1891, que as mulheres americanas o começaram a jogar.
No caso de Portugal, o basquetebol surgiu em 1913, trazido pelo professor suíço de Educação Física, Rodolfo Horney. No entanto, teve que se esperar pelo ano de 34, segundo a wikipédia, para se realizar o primeiro jogo oficial feminino de que há memória.
Apesar desta diferença a desfavor do BB feminino, na verdade, nas últimas décadas este lado do basquetebol português tem avançado com alguma consistência.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

História do basquete feminino nos EUA

Trazemos hoje um link com um texto que descreve alguns aspectos essenciais da história do jogo feminino, nos EUA, desde a sua origem até que se verificou a unificação das regras, já nos anos 70 do século XX. Texto extremamente interessante, na minha opinião e que traz alguns testemunhos de quem jogou nos "velhos" tempos.

Senda Berenson Abbot, "mãe" do basquetebol feminino


domingo, 29 de janeiro de 2012

Métodos no ensino do jogo

Na última quinta-feira publiquei no Planetabasket um breve artigo sobre um tema que muito me interessa: os métodos do ensino do basquetebol na história do jogo.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Sobre a origem do "jump shot"

No site do Naismith Memorial Basketball Hall of Fame, podemos encontrar um artigo que fala sobre a origem do Jump Shot - lançamento em suspensão - e o contributo que para ele deu o jogador Glenn Roberts. Enfim, é um contributo em relação a um tema sobre o qual não há unanimidade de opinião. Eu próprio já escrevi sobre isso em anterior mensagem: http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=4591542730470264974&postID=6154782321075138077

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Duas lendas juntas

Duas lendas a falar, lado a lado: Kareem Abdul Jabbar e John Wooden. Estiveram ligados na UCLA e continuaram essa relação estreita, penso que até ao falecimento de Wooden, há poucos anos.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

O jogo do século": 1968

Um jogo muito especial em que a UCLA foi batida por Houston, quebrando um record de vitórias. Esse jogo com um record de assistência, 52693 pessoas, e o primeiro televisionado da história da NCAA ficou conhecido como "O jogo do século". Aqui aparece visto e comentado por alguns dos seus intérpretes.

sábado, 21 de janeiro de 2012

O professor Sebastião faleceu.

Na Quinta-feira passada ao final do dia, o professor Sebastião faleceu. Nestes últimos meses tive o prazer de conviver com ele pois era seu treinador-adjunto nos Sub16 do Bolacesto. Sobre ele queria deixar aqui algumas palavras.
O Sebastião era um homem especial. Em primeiro lugar pela forma como conseguia estabelecer relações entre as pessoas que passavam pela sua vida. Desde atletas, familiares de atletas, dirigentes, treinadores e muitos outros, o Sebastião os sabia envolver de uma forma muito especial. A sua empatia era uma realidade natural e que ele, conscientemente desenvolvia, no trato com os outros. Quem o conheceu sabe bem disto. Por outro lado era uma homem sempre à procura de algo mais que pudesse levar o clube em que estava em frente. Por isso avançava com projectos realizáveis a curto prazo que serviam para projectar o médio e longo prazo. No caso do Bolacesto foi com a sua iniciativa e diligências que, recentemente, foi levado a cabo o 1.º Clinic. Também há pouco tempo tinha avançado com o projecto de trabalho com os jogadores mais altos do clube, no sentido de trabalhar a sua coordenação e capacidades básicas. A ideia do treino invisível, o incitar os jogadores a fazerem algo que os preparasse para além do treino, foi lançada por ele através do projecto: A CORDA. Saltar
à corda mais do que um exercício importante era um meio de levar os jogadores ao treino invisível.
Já há cerca de 20 anos que o conheci e agora voltei a reencontrá-lo. Já há 20 anos era assim. Neste momento especial só quero dizer que foi uma honra e um gosto especial ter trabalhado e convivido com ele.
De acordo com as últimas informações que tive, ele irá para a Igreja de Espinho na Segunda-feira. Agora, o mais importante é lembrar o homem e seguir-lhe os bons exemplos que deu.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

"Afundanços" no feminino

Que eu saiba, foi preciso entrar no século XXI, para que no ano 2002, salvo erro, um mulher conseguisse "afundar" num jogo de basquetebol.
Peço a qualquer leitor deste meu blog que me dê, em comentário, mais informações sobre esse marco do basquetebol feminino. Antecipadamente agradeço.
Adenda (4-2-12): Além dos comentários com contributos do Zé Manel e a referência que também fiz ao site da WNBA, encontrei um artigo no Planetabasket sobre este tema, falando da Lisa Leslie. Ler aqui.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Mudanças de nome: Alcindor para Kareem. Porquê?

No basquetebol assim como noutros desportos, verificámos no passado a ocorrência de mudanças de nome de desportistas famosos. Foi o caso de Lew Alcindor, Jr. que ficou posteriormente mais conhecido como Kareem Abdul Jabbar, ou no pugilismo Cassius Clay que passou a usar o nome de Muamad Ali. Estas mudanças tiveram a ver, segundo sei, com a assumpção por parte destes atletas, de contestação em relação à forma como eram tratados os negros nos Estados Unidos ainda nas décadas avançadas do século XX e à ligação que viam entre a religião católica e o esclavagismo. Uma das formas como se exprimiram foi através da mudança de religião, designadamente para a muçulmana, daí a natureza dos seus novos nomes e dos seus novos comportamentos.
Retiramos de uma entrevista a Kareem este excerto:
"Kareem Abdul-Jabbar: My interest in Islam started when I was a freshman at UCLA and I got the opportunity to read The Autobiography of Malcolm X, and it really made me understand that there was a lot more to monotheism than what I knew being raised as a Roman Catholic. I found in Islam that I certainly had a limited view of what monotheism was about, and it made me curious enough to read the Koran and see that it probably was something that I needed to investigate more completely. I was won over by the arguments. The fact that the Roman Catholic Church was greatly invested in the slave trade did not help me want to remain Catholic, and because of that, I changed my affiliation."
Quem quiser saber mais sugerimos-lhe um site muito interessante: http://www.achievement.org/autodoc/page/abd0int-5

sábado, 14 de janeiro de 2012

Kareem Abdul Jabbar

Iniciamos com esta mensagem a primeira das referências a esta lenda do basquetebol. E nada melhor de que vê-lo em acção na NBA, com seus ganchos do céu (sky hook) indefensáveis, seu trabalho de poste, seus tapões intimidatórios e muito mais...
E antes de verem o video reflictamos nesta sua frase:
"I struggled just getting the ball up the rim level. I couldn't do it at first."



quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Hino internacional do minibásquete

Para quem desconheça aqui deixo o hino internacional do minibásquete. Vê-se nitidamente a adaptação do espanhol, eles que deram um impulso fundamental a esse jogo, a começar no nome, ainda na década de sessenta.

SOMOS OS MINI “BASE”
DO BASQUETEBOL MUNDIAL
A AMIZADE E A NOBREZA
GUIAM TODO O NOSSO IDEAL

A GRANDE FAMÍLIA DO MINI
É A ALEGRIA E É A PAZ
UNE CRITÉRIOS E RAÇAS
PARA BEM DA HUMANIDADE

MINIBÁSQUETE, MINIBÁSQUETE
META DA NOSSA ILUSÃO
NOS IMPELE PARA A FRENTE
PARA NOSSA PERFEIÇÃO

MELHORAMOS EM ESTUDOS
NO CIVISMO E NA MORAL
E JUNTAMOS ESFORÇO FÍSICO
COM A DESPORTIVIDADE
Retirado do site do GDBL

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

80 anos de basquetebol argentino

Este video apresenta a história do basquetebol argentino, que teve um período aureo com a conquista do primeiro mundial masculino, em 1950; que depois passou por um período baixo; e que há algumas décadas retomou o rumo do sucesso que conhecemos.




domingo, 8 de janeiro de 2012

"Que lo pague... que lo pague..."

Em 1984, Sabonis, com 20 anos, partia uma tabela (tabulero em espanhol) ao fazer um afundanço. O público espanhol, com muita graça, repetia em coro: "que lo pague... que lo pague...".
Se fosse hoje, com a crise que anda pela Europa, Sabonis ainda pagava... com juros acrescidos... e definidos pelas independentes agências de rating americanas. E se fosse português, ou grego, corria o risco de lhe cortarem o salário para metade.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Boris Stankovik

Boris Stankovik sucedeu, como secretário geral da FIBA, ao histórico William Jones, fundador dessa instituição. Boris é agora secretário geral emérito mas ainda participa bastante activamente na instituição.
Numa das publicações online da Federação Espanhola de Basquetebol, a revista Tiro adicional, pode-se aceder a informação sobre uma recente e importante reunião da FIBA e a uma interessante entrevista de Stankovik, ele próprio um histórico do basquetebol. O seu grande conhecimento permite-lhe ter uma visão alargada das grandes questões que perpassaram o basquetebol nas últimas décadas e que podem definir o futuro possível.
Aqui está o link para aceder a esses conteúdos.http://www.clubdelentrenador.com/revistas/89.pdf
Um pouquito desse conteúdo:
"Revista tiro adicional: Una última pregunta: ¿cómo cree usted que será el baloncesto dentro de 20 años?
Stankovik: Espero que se haya solucionado el dilema entre equipos nacionales y equipos de clubes. Los equipos nacionales estuvieron en el origen del baloncesto, después llegaron los equipos de clubes y la FIBA los apoyó mucho. Ahora estamos obligados a encontrar un equilibrio, porque unos sin los otros no pueden estar. Y en cualquierf caso yo confío en que con la gente que está actualmente al frente del baloncesto mundial, el futuro sea un futuro en positivo."

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Nova periodicidade do blog

Como os meus caros leitores sabem, ao longo dos últimos três meses, praticamente todos os dias coloquei uma mensagem nova neste blog. Como também devem saber mantenho também um outro blog, - O aprender e ensinar basquetebol, - onde a periodicidade tem sido a mesma. Como o trabalho é bastante, tenho tido dificuldades em manter este ritmo de publicação, pelo que, a partir de hoje vou começar com uma periodicidade dia sim, dia não.
Os interessados nestas temáticas podem também ler os artigos semanais que escrevo para o site do Planetabasket e que saem todas as Quintas-feiras.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

A dimensão sócio-histórica do basquetebol

"Fazendo um cálculo aproximado de quantos campos de basquetebol, cobertos e descobertos, existem nos Estados Unidos, se colocarmos sobre o mapa de Espanha todos esses terrenos de jogo, faltaria espaço para todos. Creio que está quase tudo dito. E se pensarmos quantas pessoas vivem do basquetebol, quantas indústrias se desenvolvem em torno deste desporto, damo-nos conta que é um mundo gigantesco levantado sobre este desporto."
Antonio Diaz-Miguel, in Mi baloncesto, Vol I, 1985

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Fundação Pedro Ferrandiz

"La Fundación Pedro Ferrándiz y su centro Internacional de Documentación e Investigación del Baloncesto está concebida para fomentar, por una parte, la recuperación del patrimonio cultural del Baloncesto Mundial y mantenerlo y cuidarlo para que sea conocido por las generaciones presentes y futuras. De otra parte, nuestra misión se centra en la investigación histórica, así como el estudio actual y futuro de las posibilidades de nuestro deporte."
Como podes ver esta fundação está destinada a preocupar-se com o passado do basquetebol ligando-o ao seu presente e futuro. Um blog como este só poderia apreciar muito esta instituição.
Passa por lá e aproveita os seus conteúdos. E para aproveitar tudo seria necessário que fosses mesmo lá, presencialmente, pois possui um espólio imenso. Podes fazer um tour virtual no site. Aqui está o link respectivo.

domingo, 1 de janeiro de 2012

Profecia desmentida

"Os Estados Unidos levam cinquenta anos de vantagem em relação ao resto do mundo, e nunca os vamos alcançar. Isto, por uma parte é bom, porque é muito positivo ir beber dos que sabem mais, mas é mau pensar que nunca chegarás a ganhar-lhes."
António Diaz-Miguel, in Mi Baloncesto, 1985.

Comentário: Felizmente, passados que são 26 anos desta profecia do ex-seleccionador nacional de Espanha, cada vez mais o fosso se tapou e, actualmente, já há quem lute de igual para igual com os melhores dos EUA. E os espanhois são um desses concorrentes. A profecia, felizmente, não se está a cumprir. Para bem do basquetebol.

sábado, 31 de dezembro de 2011

História em imagens.

Como diz um ditado, "Uma imagem vale por mil palavras". Embora muito do que podes ver no video que apresento já tenha sido dito em anteriores mensagens, só pela ilustração em imagens, vale a pena vê-lo. Cheguei lá indirectamente através da Fundação Pedro Ferrandiz, famoso treinador espanhol que constituiu uma fundação onde se acumula um importante espólio do basquetebol mundial.
Aproveito este último dia do ano de 2011, para vos desejar um óptimo 2012, cheio de basquetebol de qualidade.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

O primeiro presidente africano

O primeiro africano a ser presidente de uma federação olímpica foi o egípcio Abdel Moneim Whaby. E a federação em causa foi a do basquetebol.
A FIBA praticou o critério da rotatividade que permitia a que pertencessem sucessivamente aos cinco continentes a presidência. Este critério contribuiu para fortalecer o papel do secretário geral, William Jones, que se manteve durante mais de quatro décadas, sob a alçada de oito presidentes diferentes.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Taças diferentes

Na Europa do basquetebol, há algumas décadas, foram criadas as taças Korak e Liliana Ronchetti, nomes de ex jogadores de basquetebol já falecidos. Estas competições surgiram devido à sugestão de clubes de primeira linha nos diversos países mas que não tinham conseguido conquistar os campeonatos ou taças nacionais. Eles tinham a perfeita noção da importância das competições internacionais para poderem evoluir.
É triste ver como agora essas taças já não existem, segundo me parece. E é ainda mais triste que os nossos clubes de topo, em Portugal, e no que concerne aos masculinos, recusem neste momento participar em competições internacionais. Razões para isso há, evidentemente. Mas que não deixa de ser uma situação negativa, lá isso é. Felizmente com o feminino isso não acontece, para bem do nível basquetebolistico das mulheres portuguesas.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Os primeiros campeonatos mundiais.

Os primeiros campeonatos mundiais, masculinos e femininos, realizaram-se em países da América do Sul. A razão fundamental para isso acontecer teve a ver com o facto destes países terem estado a salvo dos problemas da grande guerra mundial.
O primeiro campeão mundial masculino foi a Argentina que tem, como se sabe, um passado e um presente muito interessantes na modalidade. No entanto os primeiros campeões mundiais, no campeonato de 1950, foram envolvidos involuntariamente numa confusão política - estava em causa o apoio dado por Péron, presidente da Argentina - e foram prejudicados na sua carreira posterior. Tal demonstra a complexidade das relações entre desporto e política, em que por vezes até o ganhar é prejudicial aos vencedores.
Relativamente aos mundiais femininos só começaram em 1953, no Chile, tendo sido esse primeiro mundial  ganho  pelos EUA, seguidos pelo Chile, França e Brasil, respectivamente nos 2.º, 3.º e 4.º lugares.
Se quiseres conhecer mais pormenores sobre os mundiais realizados até hoje vai aqui, para os masculinos e aqui para os femininos.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Os EUA e os campeonatos mundiais.

Até ao ano de 1982, os EUA apenas haviam ganhado por uma vez o campeonato mundial de basquetebol. A responsabilidade deste escasso sucesso tinha a ver com a forma descuidada como os dirigentes do basquetebol desse país tratavam a sua participação nesses campeonatos. A única vitória tinha sido conseguida em 1954 e a equipa dos EUA era a equipa da empresa Philips Oilers.
Nos jogos mundiais, os EUA nunca podiam apresentar os seus melhores jogadores pois realizavam-se ao mesmo tempo os campeonatos nacionais. A razão de fundo para que isso acontecesse estava na dispersão dos organismos dirigentes do basquetebol americano.
De facto, como disse William Jones, "a equipa dos EUA que participa em campeonatos mundiais não pode ser considerada uma equipa representativa dos EUA."

domingo, 25 de dezembro de 2011

Escola...

"A escola é o lugar onde a memória se faz futuro"

Olga Pombo, in a página da educação, n.º 195

sábado, 24 de dezembro de 2011

A História da ANTB

A ANTB, Associação Nacional de Treinadores de Basquetebol começou a funcionar a partir de 1974, com uma comissão instaladora. Quem quiser conhecer em pormenor a sua história, pode ter acesso a dois documentos no próprio site da ANTB: um de Olímpio Coelho e outro de Evaldo Poli e João Serra. Recomendamos vivamente a sua leitura, aos treinadores e não só.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Basquetebol, FIBA e África e a descolonização

O Egipto foi o primeiro país africano a integrar-se na FIBA. A Etiópia foi o segundo, em 1949.
1960 foi o "ano da descolonização" como foi chamado por muitos historiadores. A partir daí, e especialmente entre 1960 e 1965 filiaram-se na FIBA 37 federações de novos países, muitos dos quais africanos.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Sabias que Portugal...

Sabias que Portugal foi um dos 8 países fundadores da Federação Internacional de Basquetebol? De facto é uma honra para Portugal ter tido esse papel importante. Aliás, é extremamente interessante conhecer as peripécias e o porquê dessa fundação e o que ela significou para o basquetebol. Em nome da Federação Portuguesa assinou Henri Brandt. Algum dos meus caros leitores me sabe dizer algo sobre essa nossa personagem do basquetebol?

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

FIBA em português

A presidência da FIBA já falou português. Foi no tempo em que António dos Reis Carneiro ocupou esses cargo.
Já agora, é de referir que o próprio secretário geral da FIBA, William Jones, era um cosmopolita e um poliglota e uma das línguas que dominava era o português.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Basquetebol e política

Há ainda aqueles para quem, como se apregoava no antigamente, "a sua política é o trabalho". Contudo a política entra por dentro de tudo o que tem a ver com a humanidade e o basquetebol não é excepção.
Durante o período da Guerra Fria, em que dois campos políticos - o Ocidente e o Leste - se degladiavam em vários aspectos, William Jones, como secretário geral da FIBA, não teve vida fácil. Em dois momentos foi qualificado por uns, os de Leste, como estando "ao serviço do capitalismo ocidental". Anos mais tarde, a propósito dos acontecimentos dos jogos olímpicos de Munique, os meios de comunicação social americanos disseram que Jones era um "amigo do socialismo". Estas duas atitudes diametralmente opostas talvez demonstrem como Jones se queria manter fiel apenas ao basquetebol, para além dos interesses dos campos políticos opostos, existentes na altura. Em muitos momentos teve de dar mostras de grande diplomacia ou dureza nas suas decisões.
Jones tinha como princípio querer que os conflitos políticos não extravasassem para o território do desporto. Conseguir que isso acontecesse fez com que ele tivesse de se esforçar muito, sendo que, muitas vezes, prevaleceu o caminho da prevalência da discórdia no desporto. Um dos últimos acontecimentos deste tipo que ele viveu e que o entristeceu bastante foi o boicote que os EUA fizeram aos jogos olímpicos de Moscovo, devido à "invasão" do Afeganistão pela União Soviética. Jones ficou de tal modo transtornado com esse boicote que chegou a insultar o presidente americano Jimmy Carter no Congresso Mundial realizado em Moscovo.
PS. A respeito do que aconteceu na final de basquetebol dos jogos olímpicos de Munique, podes ver uma mensagem aqui neste blog.



domingo, 18 de dezembro de 2011

Sabes quem foi Renato William Jones?

Sabes quem foi Renato William Jones? Ando a ler um livro que é uma biografia sobre aquele que foi secretário geral da Federação Internacional de Basquetebol (FIBA) durante 44 anos, tendo começado no ano da sua fundação em 1932. Em mensagens futuras falarei com este personagem marcante do basquetebol. Falar dele é percorrer uma parte substancial da história do basquetebol. Como disseram outros a respeito dele: "Falar de Jones é falar de basquetebol", ou "O senhor basquetebol mundial".
Era britânico de origem, como ele gostava de dizer quando o chamavam de inglês. Nasceu na capital de Itália, Roma, em 1906 e faleceu na Alemanha, em Munique, em 1981.

sábado, 17 de dezembro de 2011

Memórias orais

Esta mensagem,com pequenas diferenças, sai neste e no blog gémeo deste, já que apresenta as duas vertentes em que eles se baseiam. A história do jogo e o seu ensino e aprendizagem.
Uma vantagem de saber outras línguas é a possibilidade de aceder a novos conhecimentos falados ou escritos nessas línguas.
Como na minha época de estudante o francês estava na moda, eu estudei-o durante sete anos. Ficaram alguns rudimentos que, mais tarde, trabalhados com muita leitura, me permitiram aceder ao mundo da Educação Física e do desporto de língua francesa.
Vem isto a propósito de uma entrevista que vi, no âmbito das memórias orais que o instituto do desporto francês, o INSEP, disponibiliza na internet. Nessa entrevista, uma ex-treinadora de patinagem artística, na altura com 95 anos, contava algumas das suas experiências e dava algumas das suas opiniões sobre o treino desportivo. Mesmo muito interessante.
Para já deixo-vos aqui com o link. Noutra altura falarei um pouco da entrevista, principalmente para quem não fala a língua francesa. Nesse link podem aceder a mais memórias de outros treinadores famosos.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Você sabia que?

"VOCÊ SABIA QUE ...

O basquete é o 2º esporte mais praticado no mundo, ficando atrás apenas do futebol.

Há mais de 300 milhões de pessoas que praticam o basquete no mundo.

A Federação Internacional de Basquetebol Amador tem 178 paises membros, entre eles o Brasil.

A quadra mede 28 x 15 m, as cestas ficam a 3,05m do solo e o aro tem um diâmetro de 45cm,

além disso a rede deve medir 60 cm."

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Outra invenção com 120 anos...

Aqui o autor deste blog, apesar da paixão pelo basquetebol não desgosta dos outros jogos ou desportos. Bem pelo contrário. Ou não fosse eu professor de Educação Física.
Hoje trago aqui a evocação de uma comemoração com a mesma idade do basquetebol: a da invenção do penalti, no futebol. Vou servir-me das palavras de uma notícia da rede brasileira Globo. Dou como correcta esta informação, à falta de investigação mais aprofundada.
"Nas últimas semanas, a cobrança de pênaltis foi a grande vilã do futebol brasileiro. A seleção feminina caiu na Copa do Mundo diante dos EUA; a masculina foi eliminada da Copa América pelo Paraguai; e nos Jogos Mundiais Militares, a equipe verde e amarela perdeu para a Argélia. Mas você sabe como o pênalti foi criado? Em junho de 2011, a invenção dessa regra completou 120 anos de vida. Antes disso, uma falta dentro da área era apenas... uma falta dentro da área.
O autor da ideia foi o goleiro e empresário irlandês William McCrum. No fim do século XIX, o futebol enfrentava muitas polêmicas. Uma delas aconteceu na Copa da Inglaterra de 1891, no jogo entre Notts County e Stoke City. O Notts vencia por 1 a 0 quando o zagueiro Henry colocou a mão na bola em cima da linha do gol para evitar o empate do Stoke. A cobrança de falta foi uma confusão só. O goleiro ficou em frente à bola e todos os jogadores praticamente dentro do gol.
Foi nesse contexto que, no dia 2 de junho de 1891, McCrum sugeriu à International Board (a Fifa da época) a inclusão de uma nova regra no futebol. Nascia então, em Glasgow, na Escócia, a penalidade máxima. No início, muita polêmica. Alguns clubes ingleses resolveram boicotar a decisão. Goleiros ficavam encostados na trave, enquanto jogadores chutavam a bola para fora de propósito. Apenas em 1905 estipularam que os goleiros não poderiam se adiantar, tinham que ficar embaixo do travessão."
Se quiser saber um pouco mais vá à fonte da notícia.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

O melhor basquetebol, também é falado em português...

Sabias que o melhor basquetebol do mundo, também é falado em português? Sabes porquê? Se não sabes, nós dizemos-te:
"BRASIL ENTRE OS 4 MELHORES DO SÉCULO 20
Três títulos nos campeonatos mundiais do Chile (59), do Brasil (63) e Austrália* (94); três medalhas de prata: duas nos mundiais do Brasil (54) e da Iugoslávia (70) e uma nas Olimpíadas de Atlanta* (96); três de bronze nos mundiais do Uruguai (67), do Brasil (71) e das Filipinas (78) e mais quatro medalhas olímpicas de bronze em Londres (48), Roma (60), Tóquio (64) e Sydney* (2000). Essas 13 conquistas colocaram o Brasil entre os quatros melhores do mundo no “Ranking do Século 20” das competições organizadas pela Federação Internacional de Basketball (FIBA).
Os brasileiros foram superados apenas pelos Estados Unidos (1º), ex-União Soviética (2o) e Iugoslávia (3o).
O Brasil também é penta-campeão Pan-americano Masculino (71-87-99-2003-2007) e tri-campeão feminino (67-71-91); bi-campeão feminino da Copa América (97-2001) e campeão masculino(2005); 22 vezes campeão Sul-Americano adulto feminino e 17 vezes no masculino." Ver no site do Agilson Alves.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Pensar o jogo, trabalhar em colectivo

A propósito de uma intervenção apresentada pelo treinador João Oliveira, no 1.º Clinic do Bolacesto, em que ele apresenta uma proposta diferente e diríamos até, arrojada, para a formação dos jogadores portugueses, lembrei-me de anteriores propostas (décadas de 70 e 80) de treinadores portugueses, um dos quais Jorge Araújo, de modelo de jogo para os portugueses poderem afrontar com o máximo de sucesso os seus competidores estrangeiros. Essas propostas resultavam da análise comparativa das características dos jogadores e equipas portuguesas em relação às estrangeiras.
Portugal, ao nível do basquetebol, precisa de quem pense o jogo, dentro e fora das quatro linhas, e coloque as suas propostas em discussão. Os treinadores portugueses devem abrir-se a essa discussão, pois dela nascerão, com certeza, ideias importantes a seguir. E o trabalho colectivo que produza e assimile esse trabalho é incontornável, se queremos dar saltos qualitativos seguros no nosso basquetebol. Esse trabalho colectivo tem faltado nos últimos tempos, esperemos que o ressurgir da ANTB seja o seu catalizador.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

O basquetebol e os outros jogos colectivos

O meu próximo escrito para o Planetabasket vai debruçar-se sobre as relações que houve, desde 1891 até agora, entre o basquetebol e outros jogos desportivos colectivos. Já escrevi o artigo quase todo, mas como é óbvio, só vai apresentar algumas das multiplas interacções existentes.
Faço daqui um desafio aos meus leitores: apontem-me relações que conheçam nesta área. Fico-vos muito grato pela participação.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Início do basquete feminino em Portugal

Alguém me sabe dizer coisas sobre o início da prática do basquetebol feminino em Portugal. Da minha parte sei muito pouco e gostava de saber mais. Pede-se o contributo de algum leitor sabedor.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Jogar contra Wooden!

John Wooden, como se sabe, foi um treinador com um registo de vitórias impressionante nos campeonatos universitários da NCAA. apesar de não usar no seu léxico a palavra ganhar.
Alguém sabe de algum treinador americano que tenha um balanço de vitórias positivo nos jogos que tenha feito contra Wooden?

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Resposta à mensagem anterior

Já que ninguém respondeu à pergunta formulada na anterior mensagem, vamos nós responder.
Naismith pode ser considerado o "avô" do voleibol, já que:
-o inventor do voleibol, em 1895, quatro anos depois da descoberta do basquetebol foi um aluno de Naismith. Seu nome é William Morgan;
-a exemplo do basquetebol, o voleibol foi criado para ir ao encontro de uma necessidade. Neste caso destinava-se a ser praticado por homens de negócio, já não tão jovens, como no caso do basquetebol. Ao contrário deste jogo mais dinâmico, o voleibol pretendia não ser tão exigente fisicamente em relação aos seus praticantes;
-o exemplo da invenção do basquetebol constituiu em si próprio, um estímulo à invenção do voleibol;
-esta invenção ocorreu dentro da mesma instituição sócio-educativa, o YMCA, onde tinha sido inventado o basquetebol.
Registe-se, por fim, que o primeiro nome dado ao voleibol por Morgan foi o de mintonette.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

O "avô" do voleibol!

A James Naismith, "pai" do basquetebol, há quem o considere "avô" do voleibol. Sabes porquê?

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Acasos providenciais

Foi por um mero acaso que John Wooden foi parar à UCLA (Universidade de Califórnia - Los Angeles). Ele esperava um convite da Universidade de Minesotta e dava-lhe prioridade na aceitação. Quando recebeu um convite da UCLA, disse-lhes para lhes ligarem no dia seguinte que lhes daria a resposta. Ora, aconteceu que uma tempestade arrancou os fios telefónicos e não permitiu que Minesottta entrasse em contacto com ele, nesse dia, fazendo com que ele respondesse positivamente ao telefonema da UCLA.
E assim, por um imprevisto do destino, Wooden foi para a UCLA, com os resultados magníficos que daí resultaram.
Fonte: Nater & Gallimore, in You haven't taught, until they have learned.


domingo, 4 de dezembro de 2011

A história repete-se

Em 1929, no ano do crash da bolas de Nova Yorque, que originou a grande depressão que se estendeu a todo o mundo capitalista, o inventor do basquetebol, James, Naismith viu reduzido em 25% o seu rendimento como professor com os cortes que ocorreram nesse mesmo ano.
Registe-se para a posteridade, que em 2012, ano da continuação da nossa crise, os professores do ensino público verão depreciar os seus rendimentos em cerca de 30%.
A história repete-se...
Fonte: livro de Bob Rains, Naismith. The men who invented basketball

sábado, 3 de dezembro de 2011

Livro sobre Wooden: ensinar e aprender...

Data de 2006, a 1.ª edição de um livro sobre os princípios e práticas de ensino do famoso treinador universitário John Wooden. Relembre-se que ele foi considerado o treinador do século XX pela ESPN e pela Sports Ilustrated.
A imagem que vos apresentamos refere-se à edição de 2010. Quem puder adquira e leia. É um livro imperdível para qualquer treinador e professor. No blog gémeo deste, o Ensinar e aprender, estamos a apresentar algumas das ideias e factos referidos neste livro que mantêm plena actualidade.
Este livro foi escrito em parceria por Swen Nater, antigo jogador da UCLA durante três anos sob comando de Wooden e, Ronald Gallimore, um investigador que realizou na década de 70 um excelente trabalho académico sobre a pedagogia de Wooden.


quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

O aparecimento dos treinadores

Os treinadores são personagens principais no jogo de basquetebol. No entanto eles só assumiram uma certa importância  ou mesmo só apareceram, em cada país onde se jogava basquetebol, alguns anos depois do surgimento do jogo.
E se nos Estados Unidos, logo nas primeiras décadas do século XX, se dá conta de grandes treinadores de referência, noutros países, só décadas mais tarde isso aconteceu. Foi o caso da França, só em meados da década de 40 e Portugal, nos fins da década de 50, década de 60. Geralmente, como foi o caso de Portugal, um dos jogadores, muitas vezes o capitão, assumia essa tarefa.
No caso da França, um dos aspectos que veio a fazer com que o treinador assumisse um papel mais activo na condução do jogo, foi a permissão dada nas regras para se parar o jogo nos descontos de tempo.
P.S. Diga-se, em abono da verdade, que há também uma décalage no surgimento do próprio basquetebol em cada país, e que isso condiciona em grande parte o desenvolvimento ulterior. Em Portugal foi introduzido em 1913. Em Espanha, em 1921. em França, o primeiro jogo foi realizado em 1893, e foi trazido por um aluno francês de Springfield, Rideout.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Larry Bird

Larry Bird foi a "outra" estrela da NBA, por parte dos Celtics, que protagonizou o duelo mencionado na anterior mensagem.
Embora senhor de uma altura considerável, era um jogador relativamente pouco rápido. A sua maestria foi conseguida na base de um trabalho imenso, dentro dos treinos da sua equipa mas sobretudo fora deles, no seu "trabalho de casa". Nas milhentas repetições dos lançamentos, no cuidado com os pormenores esteve muito do seu sucesso. Além disso foi um jogador extremamente inteligente, que surpreendia os adversários com coisas diferentes, tais como passes para as suas costas. E claro, quando chegava a hora da verdade e era preciso assumir o último lançamento fazia-o com toda a confiança. Tinha-se preparado para isso.
O video da youtube que coloco em baixo, mostra dez das principais jogadas em que ele esteve envolvido. Analisar cada uma delas é uma verdadeira lição. Apenas refiro a última: Larry, ao lançar, terá verificado que o seu lançamento não iria entrar pois saiu-lhe torto para o lado direito, foi ao ressalto a esse lado e, apanhando o ressalto no ar, lançou ainda no ar, convertendo. Uma auto-consciência assombrosa, só possível em alguém que estava imerso no jogo como peixe na água.


segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Rivalidades históricas

Nos anos oitenta na NBA, ficaram famosos os duelos colectivos entre os Celtics e os Lakers. Dentro desses confrontos de equipas, destacavam-se também duelos individuais como aqueles protagonizados por Larry Bird, por parte dos Celtics, e Magic Johnson, dos Lakers. Esses dois grandes jogadores da história do jogo, deliciaram os adeptos com as suas proezas extraordinárias.
Hoje trazemos aqui imagens de "Magic", base dos Lakers, grande jogador e grande em altura, mestre dos passes e assistências milimétricas e dissimuladas, sem esquecer as suas entradas fabulosas, culminadas com cesto. Dono, além disso, dum largo reportório técnico, sabendo lançar de fora ou fazer ganchos.


domingo, 27 de novembro de 2011

O primeiro jogo de basquetebol aberto ao público

Sabes quando e onde foi realizado o primeiro jogo de basquetebol aberto ao público?
Se souberes pormenores desse jogo relata-os também.

Iniciação desportiva no Barreiro: anos 60.

No blog gémeo deste, o Aprenderbasquetebol, colocámos uma mensagem que dava conta de uma interessantíssima iniciativa formativa ocorrida nos anos 60 do século XX, no Barreiro: a iniciação desportiva generalizada. Colocámos essa iniciativa no outro blog pelo que ela tem de "moderna" e actual. No entanto ela faz parte do património histórico do desporto e da Educação Física portuguesas e neste blog tem perfeito cabimento. Por isso não perca a leitura dessa mensagem.

sábado, 26 de novembro de 2011

Respondo eu

Já que ninguém responde, respondo eu. O inovador que inventou o gesto de cansaço para sair de campo e o gesto de apontar o jogador que lhe fez uma assistência, foi Dean Smith, treinador da Universidade de Carolina do Norte. Muito mais iremos ainda falar desse grande treinador e grande homem.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Hermínio Barreto: a produção bibliográfica própria.

Hermínio Barreto é, para quem o conhece, uma referência incontornável, tanto como pedagogo como homem.
É daqueles homens que quando fala todos deveriam ouvir a sua sabedoria imensa, feita de experiência reflectida e grande inteligência e sensibilidade.
Dois dos livros onde publicou o seu saber são:
Juntamente com o professor Mário Gomes publicou ainda, editado pelo IDAF, "A concretização de uma unidade didáctica em basquetebol" e respectivo video.


quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Hermínio Barreto: livros sobre ele.

Hoje trago aqui dois livros com testemunhos sobre o professor Hermínio Barreto: a pedagogia e o homem. Absolutamente imperdíveis.
Um dos livros foi editado pela Faculdade de Motricidade Humana de Lisboa, a FMH, onde Hermínio foi professor. O outro foi editado pela Faculdade de Desporto da Universidade do Porto, onde ele colaborou e colabora ainda hoje, pontualmente.
Coloco aqui neste blog da História do basquete pois Hermínio Barreto é já um clássico. No entanto ele é também, sublinhe-se, duma actualidade absoluta.


quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Artigos no Planetabasket

A todos aqeles que queiram estar bem informados sobre o basquetebol nacional, assim como terem acesso a artigos de natureza técnica ou de opinião, o site do Planetabasket é imperdível.
Desde há quatro semanas que lá colaboro com artigos sobre vários aspectos do jogo numa perspectiva histórica. Amanhã, por exemplo, sairá uma primeira parte de um texto dedicado à evolução táctica do basquetebol. Nas semanas anteriores já lá escrevi sobre a "Invenção do basquete" e sobre a "Evolução das regras (1) e (2)". Se te interessarem estas matérias vai lá e lê.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Pergunta

Sabes quem foi o inovador que inventou o gesto de "cansaço" destinado aos jogadores que querem ser retirados do jogo pelo treinador por esse motivo?
Uma pista: esse personagem é o mesmo que inventou o gesto de apontar o jogador que lhe fez uma assistência em sinal de reconhecimento.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

domingo, 20 de novembro de 2011

Os primeiros "Missionários" do basquetebol.

Os dois principais veículos que levaram o basquetebol para fora dos EUA foram os "missionários" da YMCA espalhados pelo mundo nos locais em que se implantaram e os militares americanos estacionados nos conflitos extra-fronteiras em que participaram, tal como na 1.ªa Guerra mundial.

sábado, 19 de novembro de 2011

1.º Campeonato mundial masculino: 1950

Em 1950 realizou-se o 1.º Campeonato mundial de basquetebol, masculino, em Buenos Aires, na Argentina. Curiosamente não foi ganho pelos EUA mas pela equipa da casa, a Argentina.
Trazêmo-vos dois links que vos dirigem para duas entrevistas a dois protagonistas desse campeonato: o treinador da equipa argentina e um dos seus jogadores.
Na leitura dessas entrevistas vê-se quanto o desporto vai muito para além das quatro linhas em que decorre o jogo...
Também pode ter acesso a dados da FIBA sobre esse 1.º campeonato mundial, aqui.http://archive.fiba.com/pages/eng/fa/event/p/cid//sid/2902/_/1950_FIBA_World_Championship_for_Men/index.html.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Tradução e publicação em português do livro de Naismith

O livro cuja imagem apresento em baixo é o livro que Naismith publicou em 1941 e que conta a versão dele sobre a origem do jogo e do seu desenvolvimento nas primeiras décadas.
Noutro dia, num dos melhores sites do basquetebol nacional que é o Planetabasket, apresentei a proposta de no âmbito da ressurgida Associação Nacional de Treinadores de Basquetebol - ANTB - se reunir um grupo de treinadores, com competência na língua inglesa, que assumissem o trabalho colectivo de traduzir e publicar esse livro. Se fossem bastantes, o trabalho dividido não seria com certeza muito pesado. Dei conhecimento dessa proposta ao Miguel Pereira, actual presidente da ANTB, ao que ele me respondeu que essa proposta iria ser tida em conta.
Sei perfeitamente que há assuntos mais urgentes a resolver pelos treinadores mas uma tarefa destas valeria a pena e teria todo o cabimento no ano em que se comemoram 120 anos que este nosso maravilhoso desporto viu a luz do dia.


quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Intemporal

Em 1952, o grande professor de Educação Física e treinador de basquetebol francês, Robert Mérand, escrevia esta frase que, quase 60 anos depois é ainda mais verdade do que era na altura. Também no mundo do basquetebol há coisas intemporais. Por isso esta frase tanto merece estar aqui, neste blog da história dos 120 anos... como no blog gémeo do Ensinar e aprender basquetebol.
"O verdadeiro treinador o que foge como da peste do esquema, da reprodução mecânica duma combinação, de tal ou tal aspecto da técnica ou da táctica, as quais se tornam errôneas se não são adaptadas a cada caso."
Robert Mérand, Servir le basket, n.º 4-5 (1952)
Robert Mérand (1920-2011)


terça-feira, 15 de novembro de 2011

Jogos Olímpicos de Munique: 1972

Prognósticos, como dizia o João Pinto, só no fim do jogo. Eis aqui um exemplo disso mesmo, no nosso desporto.
Vejam estes videos, pesquisem sobre o assunto, se quiserem e puderem, para depois podermos discutir este acontecimento marcante da história do basquetebol mundial.
A versão soviética:

A versão norte americana e a reportagem do que aconteceu às medalhas de prata recusadas pelos jogadores dos EUA:


segunda-feira, 14 de novembro de 2011

História do drible: pergunta.

Sabem qual foi a acção com bola que deu origem ao drible, ainda no século XIX, e que ainda é possível realizar embora seja muito pouco utilizada?
E já agora, perguntamos também quem foi a primeira equipa que a utilizou?

domingo, 13 de novembro de 2011

Os 3 fins do desporto, segundo Naismith

Naismith, várias vezes afirmou que os três principais fins que o desporto deveria cumprir eram:
-jogar pelo prazer de jogar;
-envolver-se em actividade física para ajudar ao desenvolvimento integral do corpo;
-aprender a ser desportista através da pertença como membro de uma equipa.
Vencer nunca foi mencionado como um objectivo por Naismit.
Fonte: Bob Rains, in James Naismith. The man who invented Basketball.

sábado, 12 de novembro de 2011

Livro "O acto táctico em jogo"

O livro que apresentamos aqui é um marco na literatura desportiva ligada aos jogos desportivos em geral e ao basquetebol em particular.
Anteontem desenvolvemos algumas considerações acerca do seu conteúdo no blog gémeo deste, onde poderá lê-las se estiver interessado.


sexta-feira, 11 de novembro de 2011

A magia de outros tempos

Para mim é uma delícia difícil de imaginar, ver filmes de basquetebol jogado noutros tempos. Hoje trago-vos imagens de um jogo dos anos 30 e outro de um treino de 1930, a partir das quais vou fazer vários comentários. Mas antes de fazê-los gostava de ver as vossas próprias impressões acerca destes mesmos filmes. Pode ser? a palavra é vossa.





quinta-feira, 10 de novembro de 2011

O Plano de Desenvolvimento do basquetebol 74/75.

Um outro bom período na história do basquetebol português, marcado por um pujante e participativo movimento associativo e colectivo dos treinadores portugueses foi o do pós 25 de Abril de 1974.
Trago aqui como testemunhos históricos, o Plano de Desenvolvimento do Basquetebol Português, elaborado pelos treinadores portugueses, e a Nota Explicativa que introduz o livro.




quarta-feira, 9 de novembro de 2011

O valor da abordagem histórica

O meu gosto pelo basquetebol (e por muitos outros temas) é sempre percorrido por uma abordagem histórica. Quem vive o presente pragmaticamente, quantas vezes não sabe que está a repetir erros, a ir por caminhos sabidamente sem saída, ou a descobrir a pólvora. Ao ir à origem das coisas presentes, a História dá-nos a possibilidade única de "ver" as condições que já não existem mas que foram, porventura, determinantes.
Se fosse só isso já seria muito grande o papel da história. Só que ela dá-nos mais: dá-nos a(s) perspectiva(s) das coisas, situa-nos em movimento e dá-nos um trampolim importante para o futuro.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

O 1.º livro de história do basquetebol editado em Portugal?

Penso que o primeiro livro que abordou de forma mais extensiva a história do jogo em Portugal e as suas regras, foi o livro de Costa Pinheiro, saído em 1949. Livro muito interessante de que recomendamos a leitura.
Na "razão deste livro", o seu autor expunha que "Este nosso esforço, tão despretensioso como aquele que elaboramos em 1940 - actualização das regras -, mercê do qual foi possível a nossa Federação elaborar o seu livro Regras Oficiais do Jogo, representa um estudo. E como estudo deve ser recebido e devassado".
Em mensagem anterior já apresentámos o livro de Albano Fernandes saído em 1977 sobre a história do basquetebol em Portugal. Hoje é tempo de apresentar o estudo tão meritório de Costa Pinheiro, escrito 28 anos antes do seu sucessor. Caso o leitor conheça outros livros deste género, por favor indique-os num comentário a esta mensagem.
Aqui deixamos a imagem da capa do livro de 1949.



segunda-feira, 7 de novembro de 2011

A invenção do alvo do jogo

Nesta mensagem vou contar-lhe como Naismith chegou a inventar o alvo do jogo que é o cesto de basquetebol.
Preocupado em arranjar um objectivo do jogo que privilegiasse mais a agilidade e precisão do que a força, Naismith conta que aquilo que o levou a essa descoberta foi a reminiscência de um jogo praticado na sua infância: "Duck on the rock". Consistia esse jogo em acertar com uma pedra noutra pedra colocada em cima de um rochedo sem que o guardião dessa pedra conseguisse apanhar o atirador no regresso. A solução dos bons jogadores do Duck on the Rock, explica Naismith, era atirar a sua pedra ao ar, com bastante arco, de modo que ao cair a pedra derrubasse o pato fazendo este cair para o outro lado da rocha, mas conseguindo que a sua pedra fosse devolvida para o lado do lançador. Assim, quando o guardião do pato ia buscar e o colocava na rocha, já não tinha tempo para apanhar o lançador. Era um jogo de habilidade e precisão, pois caso a pedra lançada fosse para o outro lado, o lançador seria quase inevitavelmente apanhado.
Foi com a lembrança desse jogo que Naismith disse ter resolvido um dos problemas principais do jogo, o do seu objectivo.
Assim, pensou num alvo horizontal e pediu ao superintendente das instalações lá da escola de Springfield , senhor Pop Stebbins, dois caixotes, ao que este lhe retorquiu que caixotes não tinha mas que havia dois cestos de pêssegos que talvez fizessem o mesmo efeito.
Ainda havia um problema para resolver: caso Naismith colocasse os cestos ao nível do chão, se os 9 jogadores da equipa defensora os rodeassem, inviabiliavam a finalização. A solução foi colocá-los bem acima das cabeças dos jogadores, pregando-os ao nível das galerias a uma altura de cerca de 3,05 metros. Note-se que esta altura ainda se mantém para o nível etário dos iniciados aos seniores.