domingo, 18 de dezembro de 2011

Sabes quem foi Renato William Jones?

Sabes quem foi Renato William Jones? Ando a ler um livro que é uma biografia sobre aquele que foi secretário geral da Federação Internacional de Basquetebol (FIBA) durante 44 anos, tendo começado no ano da sua fundação em 1932. Em mensagens futuras falarei com este personagem marcante do basquetebol. Falar dele é percorrer uma parte substancial da história do basquetebol. Como disseram outros a respeito dele: "Falar de Jones é falar de basquetebol", ou "O senhor basquetebol mundial".
Era britânico de origem, como ele gostava de dizer quando o chamavam de inglês. Nasceu na capital de Itália, Roma, em 1906 e faleceu na Alemanha, em Munique, em 1981.

sábado, 17 de dezembro de 2011

Memórias orais

Esta mensagem,com pequenas diferenças, sai neste e no blog gémeo deste, já que apresenta as duas vertentes em que eles se baseiam. A história do jogo e o seu ensino e aprendizagem.
Uma vantagem de saber outras línguas é a possibilidade de aceder a novos conhecimentos falados ou escritos nessas línguas.
Como na minha época de estudante o francês estava na moda, eu estudei-o durante sete anos. Ficaram alguns rudimentos que, mais tarde, trabalhados com muita leitura, me permitiram aceder ao mundo da Educação Física e do desporto de língua francesa.
Vem isto a propósito de uma entrevista que vi, no âmbito das memórias orais que o instituto do desporto francês, o INSEP, disponibiliza na internet. Nessa entrevista, uma ex-treinadora de patinagem artística, na altura com 95 anos, contava algumas das suas experiências e dava algumas das suas opiniões sobre o treino desportivo. Mesmo muito interessante.
Para já deixo-vos aqui com o link. Noutra altura falarei um pouco da entrevista, principalmente para quem não fala a língua francesa. Nesse link podem aceder a mais memórias de outros treinadores famosos.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Você sabia que?

"VOCÊ SABIA QUE ...

O basquete é o 2º esporte mais praticado no mundo, ficando atrás apenas do futebol.

Há mais de 300 milhões de pessoas que praticam o basquete no mundo.

A Federação Internacional de Basquetebol Amador tem 178 paises membros, entre eles o Brasil.

A quadra mede 28 x 15 m, as cestas ficam a 3,05m do solo e o aro tem um diâmetro de 45cm,

além disso a rede deve medir 60 cm."

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Outra invenção com 120 anos...

Aqui o autor deste blog, apesar da paixão pelo basquetebol não desgosta dos outros jogos ou desportos. Bem pelo contrário. Ou não fosse eu professor de Educação Física.
Hoje trago aqui a evocação de uma comemoração com a mesma idade do basquetebol: a da invenção do penalti, no futebol. Vou servir-me das palavras de uma notícia da rede brasileira Globo. Dou como correcta esta informação, à falta de investigação mais aprofundada.
"Nas últimas semanas, a cobrança de pênaltis foi a grande vilã do futebol brasileiro. A seleção feminina caiu na Copa do Mundo diante dos EUA; a masculina foi eliminada da Copa América pelo Paraguai; e nos Jogos Mundiais Militares, a equipe verde e amarela perdeu para a Argélia. Mas você sabe como o pênalti foi criado? Em junho de 2011, a invenção dessa regra completou 120 anos de vida. Antes disso, uma falta dentro da área era apenas... uma falta dentro da área.
O autor da ideia foi o goleiro e empresário irlandês William McCrum. No fim do século XIX, o futebol enfrentava muitas polêmicas. Uma delas aconteceu na Copa da Inglaterra de 1891, no jogo entre Notts County e Stoke City. O Notts vencia por 1 a 0 quando o zagueiro Henry colocou a mão na bola em cima da linha do gol para evitar o empate do Stoke. A cobrança de falta foi uma confusão só. O goleiro ficou em frente à bola e todos os jogadores praticamente dentro do gol.
Foi nesse contexto que, no dia 2 de junho de 1891, McCrum sugeriu à International Board (a Fifa da época) a inclusão de uma nova regra no futebol. Nascia então, em Glasgow, na Escócia, a penalidade máxima. No início, muita polêmica. Alguns clubes ingleses resolveram boicotar a decisão. Goleiros ficavam encostados na trave, enquanto jogadores chutavam a bola para fora de propósito. Apenas em 1905 estipularam que os goleiros não poderiam se adiantar, tinham que ficar embaixo do travessão."
Se quiser saber um pouco mais vá à fonte da notícia.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

O melhor basquetebol, também é falado em português...

Sabias que o melhor basquetebol do mundo, também é falado em português? Sabes porquê? Se não sabes, nós dizemos-te:
"BRASIL ENTRE OS 4 MELHORES DO SÉCULO 20
Três títulos nos campeonatos mundiais do Chile (59), do Brasil (63) e Austrália* (94); três medalhas de prata: duas nos mundiais do Brasil (54) e da Iugoslávia (70) e uma nas Olimpíadas de Atlanta* (96); três de bronze nos mundiais do Uruguai (67), do Brasil (71) e das Filipinas (78) e mais quatro medalhas olímpicas de bronze em Londres (48), Roma (60), Tóquio (64) e Sydney* (2000). Essas 13 conquistas colocaram o Brasil entre os quatros melhores do mundo no “Ranking do Século 20” das competições organizadas pela Federação Internacional de Basketball (FIBA).
Os brasileiros foram superados apenas pelos Estados Unidos (1º), ex-União Soviética (2o) e Iugoslávia (3o).
O Brasil também é penta-campeão Pan-americano Masculino (71-87-99-2003-2007) e tri-campeão feminino (67-71-91); bi-campeão feminino da Copa América (97-2001) e campeão masculino(2005); 22 vezes campeão Sul-Americano adulto feminino e 17 vezes no masculino." Ver no site do Agilson Alves.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Pensar o jogo, trabalhar em colectivo

A propósito de uma intervenção apresentada pelo treinador João Oliveira, no 1.º Clinic do Bolacesto, em que ele apresenta uma proposta diferente e diríamos até, arrojada, para a formação dos jogadores portugueses, lembrei-me de anteriores propostas (décadas de 70 e 80) de treinadores portugueses, um dos quais Jorge Araújo, de modelo de jogo para os portugueses poderem afrontar com o máximo de sucesso os seus competidores estrangeiros. Essas propostas resultavam da análise comparativa das características dos jogadores e equipas portuguesas em relação às estrangeiras.
Portugal, ao nível do basquetebol, precisa de quem pense o jogo, dentro e fora das quatro linhas, e coloque as suas propostas em discussão. Os treinadores portugueses devem abrir-se a essa discussão, pois dela nascerão, com certeza, ideias importantes a seguir. E o trabalho colectivo que produza e assimile esse trabalho é incontornável, se queremos dar saltos qualitativos seguros no nosso basquetebol. Esse trabalho colectivo tem faltado nos últimos tempos, esperemos que o ressurgir da ANTB seja o seu catalizador.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

O basquetebol e os outros jogos colectivos

O meu próximo escrito para o Planetabasket vai debruçar-se sobre as relações que houve, desde 1891 até agora, entre o basquetebol e outros jogos desportivos colectivos. Já escrevi o artigo quase todo, mas como é óbvio, só vai apresentar algumas das multiplas interacções existentes.
Faço daqui um desafio aos meus leitores: apontem-me relações que conheçam nesta área. Fico-vos muito grato pela participação.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Início do basquete feminino em Portugal

Alguém me sabe dizer coisas sobre o início da prática do basquetebol feminino em Portugal. Da minha parte sei muito pouco e gostava de saber mais. Pede-se o contributo de algum leitor sabedor.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Jogar contra Wooden!

John Wooden, como se sabe, foi um treinador com um registo de vitórias impressionante nos campeonatos universitários da NCAA. apesar de não usar no seu léxico a palavra ganhar.
Alguém sabe de algum treinador americano que tenha um balanço de vitórias positivo nos jogos que tenha feito contra Wooden?

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Resposta à mensagem anterior

Já que ninguém respondeu à pergunta formulada na anterior mensagem, vamos nós responder.
Naismith pode ser considerado o "avô" do voleibol, já que:
-o inventor do voleibol, em 1895, quatro anos depois da descoberta do basquetebol foi um aluno de Naismith. Seu nome é William Morgan;
-a exemplo do basquetebol, o voleibol foi criado para ir ao encontro de uma necessidade. Neste caso destinava-se a ser praticado por homens de negócio, já não tão jovens, como no caso do basquetebol. Ao contrário deste jogo mais dinâmico, o voleibol pretendia não ser tão exigente fisicamente em relação aos seus praticantes;
-o exemplo da invenção do basquetebol constituiu em si próprio, um estímulo à invenção do voleibol;
-esta invenção ocorreu dentro da mesma instituição sócio-educativa, o YMCA, onde tinha sido inventado o basquetebol.
Registe-se, por fim, que o primeiro nome dado ao voleibol por Morgan foi o de mintonette.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

O "avô" do voleibol!

A James Naismith, "pai" do basquetebol, há quem o considere "avô" do voleibol. Sabes porquê?

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Acasos providenciais

Foi por um mero acaso que John Wooden foi parar à UCLA (Universidade de Califórnia - Los Angeles). Ele esperava um convite da Universidade de Minesotta e dava-lhe prioridade na aceitação. Quando recebeu um convite da UCLA, disse-lhes para lhes ligarem no dia seguinte que lhes daria a resposta. Ora, aconteceu que uma tempestade arrancou os fios telefónicos e não permitiu que Minesottta entrasse em contacto com ele, nesse dia, fazendo com que ele respondesse positivamente ao telefonema da UCLA.
E assim, por um imprevisto do destino, Wooden foi para a UCLA, com os resultados magníficos que daí resultaram.
Fonte: Nater & Gallimore, in You haven't taught, until they have learned.


domingo, 4 de dezembro de 2011

A história repete-se

Em 1929, no ano do crash da bolas de Nova Yorque, que originou a grande depressão que se estendeu a todo o mundo capitalista, o inventor do basquetebol, James, Naismith viu reduzido em 25% o seu rendimento como professor com os cortes que ocorreram nesse mesmo ano.
Registe-se para a posteridade, que em 2012, ano da continuação da nossa crise, os professores do ensino público verão depreciar os seus rendimentos em cerca de 30%.
A história repete-se...
Fonte: livro de Bob Rains, Naismith. The men who invented basketball

sábado, 3 de dezembro de 2011

Livro sobre Wooden: ensinar e aprender...

Data de 2006, a 1.ª edição de um livro sobre os princípios e práticas de ensino do famoso treinador universitário John Wooden. Relembre-se que ele foi considerado o treinador do século XX pela ESPN e pela Sports Ilustrated.
A imagem que vos apresentamos refere-se à edição de 2010. Quem puder adquira e leia. É um livro imperdível para qualquer treinador e professor. No blog gémeo deste, o Ensinar e aprender, estamos a apresentar algumas das ideias e factos referidos neste livro que mantêm plena actualidade.
Este livro foi escrito em parceria por Swen Nater, antigo jogador da UCLA durante três anos sob comando de Wooden e, Ronald Gallimore, um investigador que realizou na década de 70 um excelente trabalho académico sobre a pedagogia de Wooden.


quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

O aparecimento dos treinadores

Os treinadores são personagens principais no jogo de basquetebol. No entanto eles só assumiram uma certa importância  ou mesmo só apareceram, em cada país onde se jogava basquetebol, alguns anos depois do surgimento do jogo.
E se nos Estados Unidos, logo nas primeiras décadas do século XX, se dá conta de grandes treinadores de referência, noutros países, só décadas mais tarde isso aconteceu. Foi o caso da França, só em meados da década de 40 e Portugal, nos fins da década de 50, década de 60. Geralmente, como foi o caso de Portugal, um dos jogadores, muitas vezes o capitão, assumia essa tarefa.
No caso da França, um dos aspectos que veio a fazer com que o treinador assumisse um papel mais activo na condução do jogo, foi a permissão dada nas regras para se parar o jogo nos descontos de tempo.
P.S. Diga-se, em abono da verdade, que há também uma décalage no surgimento do próprio basquetebol em cada país, e que isso condiciona em grande parte o desenvolvimento ulterior. Em Portugal foi introduzido em 1913. Em Espanha, em 1921. em França, o primeiro jogo foi realizado em 1893, e foi trazido por um aluno francês de Springfield, Rideout.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Larry Bird

Larry Bird foi a "outra" estrela da NBA, por parte dos Celtics, que protagonizou o duelo mencionado na anterior mensagem.
Embora senhor de uma altura considerável, era um jogador relativamente pouco rápido. A sua maestria foi conseguida na base de um trabalho imenso, dentro dos treinos da sua equipa mas sobretudo fora deles, no seu "trabalho de casa". Nas milhentas repetições dos lançamentos, no cuidado com os pormenores esteve muito do seu sucesso. Além disso foi um jogador extremamente inteligente, que surpreendia os adversários com coisas diferentes, tais como passes para as suas costas. E claro, quando chegava a hora da verdade e era preciso assumir o último lançamento fazia-o com toda a confiança. Tinha-se preparado para isso.
O video da youtube que coloco em baixo, mostra dez das principais jogadas em que ele esteve envolvido. Analisar cada uma delas é uma verdadeira lição. Apenas refiro a última: Larry, ao lançar, terá verificado que o seu lançamento não iria entrar pois saiu-lhe torto para o lado direito, foi ao ressalto a esse lado e, apanhando o ressalto no ar, lançou ainda no ar, convertendo. Uma auto-consciência assombrosa, só possível em alguém que estava imerso no jogo como peixe na água.


segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Rivalidades históricas

Nos anos oitenta na NBA, ficaram famosos os duelos colectivos entre os Celtics e os Lakers. Dentro desses confrontos de equipas, destacavam-se também duelos individuais como aqueles protagonizados por Larry Bird, por parte dos Celtics, e Magic Johnson, dos Lakers. Esses dois grandes jogadores da história do jogo, deliciaram os adeptos com as suas proezas extraordinárias.
Hoje trazemos aqui imagens de "Magic", base dos Lakers, grande jogador e grande em altura, mestre dos passes e assistências milimétricas e dissimuladas, sem esquecer as suas entradas fabulosas, culminadas com cesto. Dono, além disso, dum largo reportório técnico, sabendo lançar de fora ou fazer ganchos.


domingo, 27 de novembro de 2011

O primeiro jogo de basquetebol aberto ao público

Sabes quando e onde foi realizado o primeiro jogo de basquetebol aberto ao público?
Se souberes pormenores desse jogo relata-os também.

Iniciação desportiva no Barreiro: anos 60.

No blog gémeo deste, o Aprenderbasquetebol, colocámos uma mensagem que dava conta de uma interessantíssima iniciativa formativa ocorrida nos anos 60 do século XX, no Barreiro: a iniciação desportiva generalizada. Colocámos essa iniciativa no outro blog pelo que ela tem de "moderna" e actual. No entanto ela faz parte do património histórico do desporto e da Educação Física portuguesas e neste blog tem perfeito cabimento. Por isso não perca a leitura dessa mensagem.

sábado, 26 de novembro de 2011

Respondo eu

Já que ninguém responde, respondo eu. O inovador que inventou o gesto de cansaço para sair de campo e o gesto de apontar o jogador que lhe fez uma assistência, foi Dean Smith, treinador da Universidade de Carolina do Norte. Muito mais iremos ainda falar desse grande treinador e grande homem.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Hermínio Barreto: a produção bibliográfica própria.

Hermínio Barreto é, para quem o conhece, uma referência incontornável, tanto como pedagogo como homem.
É daqueles homens que quando fala todos deveriam ouvir a sua sabedoria imensa, feita de experiência reflectida e grande inteligência e sensibilidade.
Dois dos livros onde publicou o seu saber são:
Juntamente com o professor Mário Gomes publicou ainda, editado pelo IDAF, "A concretização de uma unidade didáctica em basquetebol" e respectivo video.


quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Hermínio Barreto: livros sobre ele.

Hoje trago aqui dois livros com testemunhos sobre o professor Hermínio Barreto: a pedagogia e o homem. Absolutamente imperdíveis.
Um dos livros foi editado pela Faculdade de Motricidade Humana de Lisboa, a FMH, onde Hermínio foi professor. O outro foi editado pela Faculdade de Desporto da Universidade do Porto, onde ele colaborou e colabora ainda hoje, pontualmente.
Coloco aqui neste blog da História do basquete pois Hermínio Barreto é já um clássico. No entanto ele é também, sublinhe-se, duma actualidade absoluta.


quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Artigos no Planetabasket

A todos aqeles que queiram estar bem informados sobre o basquetebol nacional, assim como terem acesso a artigos de natureza técnica ou de opinião, o site do Planetabasket é imperdível.
Desde há quatro semanas que lá colaboro com artigos sobre vários aspectos do jogo numa perspectiva histórica. Amanhã, por exemplo, sairá uma primeira parte de um texto dedicado à evolução táctica do basquetebol. Nas semanas anteriores já lá escrevi sobre a "Invenção do basquete" e sobre a "Evolução das regras (1) e (2)". Se te interessarem estas matérias vai lá e lê.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Pergunta

Sabes quem foi o inovador que inventou o gesto de "cansaço" destinado aos jogadores que querem ser retirados do jogo pelo treinador por esse motivo?
Uma pista: esse personagem é o mesmo que inventou o gesto de apontar o jogador que lhe fez uma assistência em sinal de reconhecimento.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

domingo, 20 de novembro de 2011

Os primeiros "Missionários" do basquetebol.

Os dois principais veículos que levaram o basquetebol para fora dos EUA foram os "missionários" da YMCA espalhados pelo mundo nos locais em que se implantaram e os militares americanos estacionados nos conflitos extra-fronteiras em que participaram, tal como na 1.ªa Guerra mundial.

sábado, 19 de novembro de 2011

1.º Campeonato mundial masculino: 1950

Em 1950 realizou-se o 1.º Campeonato mundial de basquetebol, masculino, em Buenos Aires, na Argentina. Curiosamente não foi ganho pelos EUA mas pela equipa da casa, a Argentina.
Trazêmo-vos dois links que vos dirigem para duas entrevistas a dois protagonistas desse campeonato: o treinador da equipa argentina e um dos seus jogadores.
Na leitura dessas entrevistas vê-se quanto o desporto vai muito para além das quatro linhas em que decorre o jogo...
Também pode ter acesso a dados da FIBA sobre esse 1.º campeonato mundial, aqui.http://archive.fiba.com/pages/eng/fa/event/p/cid//sid/2902/_/1950_FIBA_World_Championship_for_Men/index.html.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Tradução e publicação em português do livro de Naismith

O livro cuja imagem apresento em baixo é o livro que Naismith publicou em 1941 e que conta a versão dele sobre a origem do jogo e do seu desenvolvimento nas primeiras décadas.
Noutro dia, num dos melhores sites do basquetebol nacional que é o Planetabasket, apresentei a proposta de no âmbito da ressurgida Associação Nacional de Treinadores de Basquetebol - ANTB - se reunir um grupo de treinadores, com competência na língua inglesa, que assumissem o trabalho colectivo de traduzir e publicar esse livro. Se fossem bastantes, o trabalho dividido não seria com certeza muito pesado. Dei conhecimento dessa proposta ao Miguel Pereira, actual presidente da ANTB, ao que ele me respondeu que essa proposta iria ser tida em conta.
Sei perfeitamente que há assuntos mais urgentes a resolver pelos treinadores mas uma tarefa destas valeria a pena e teria todo o cabimento no ano em que se comemoram 120 anos que este nosso maravilhoso desporto viu a luz do dia.


quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Intemporal

Em 1952, o grande professor de Educação Física e treinador de basquetebol francês, Robert Mérand, escrevia esta frase que, quase 60 anos depois é ainda mais verdade do que era na altura. Também no mundo do basquetebol há coisas intemporais. Por isso esta frase tanto merece estar aqui, neste blog da história dos 120 anos... como no blog gémeo do Ensinar e aprender basquetebol.
"O verdadeiro treinador o que foge como da peste do esquema, da reprodução mecânica duma combinação, de tal ou tal aspecto da técnica ou da táctica, as quais se tornam errôneas se não são adaptadas a cada caso."
Robert Mérand, Servir le basket, n.º 4-5 (1952)
Robert Mérand (1920-2011)


terça-feira, 15 de novembro de 2011

Jogos Olímpicos de Munique: 1972

Prognósticos, como dizia o João Pinto, só no fim do jogo. Eis aqui um exemplo disso mesmo, no nosso desporto.
Vejam estes videos, pesquisem sobre o assunto, se quiserem e puderem, para depois podermos discutir este acontecimento marcante da história do basquetebol mundial.
A versão soviética:

A versão norte americana e a reportagem do que aconteceu às medalhas de prata recusadas pelos jogadores dos EUA:


segunda-feira, 14 de novembro de 2011

História do drible: pergunta.

Sabem qual foi a acção com bola que deu origem ao drible, ainda no século XIX, e que ainda é possível realizar embora seja muito pouco utilizada?
E já agora, perguntamos também quem foi a primeira equipa que a utilizou?

domingo, 13 de novembro de 2011

Os 3 fins do desporto, segundo Naismith

Naismith, várias vezes afirmou que os três principais fins que o desporto deveria cumprir eram:
-jogar pelo prazer de jogar;
-envolver-se em actividade física para ajudar ao desenvolvimento integral do corpo;
-aprender a ser desportista através da pertença como membro de uma equipa.
Vencer nunca foi mencionado como um objectivo por Naismit.
Fonte: Bob Rains, in James Naismith. The man who invented Basketball.

sábado, 12 de novembro de 2011

Livro "O acto táctico em jogo"

O livro que apresentamos aqui é um marco na literatura desportiva ligada aos jogos desportivos em geral e ao basquetebol em particular.
Anteontem desenvolvemos algumas considerações acerca do seu conteúdo no blog gémeo deste, onde poderá lê-las se estiver interessado.


sexta-feira, 11 de novembro de 2011

A magia de outros tempos

Para mim é uma delícia difícil de imaginar, ver filmes de basquetebol jogado noutros tempos. Hoje trago-vos imagens de um jogo dos anos 30 e outro de um treino de 1930, a partir das quais vou fazer vários comentários. Mas antes de fazê-los gostava de ver as vossas próprias impressões acerca destes mesmos filmes. Pode ser? a palavra é vossa.





quinta-feira, 10 de novembro de 2011

O Plano de Desenvolvimento do basquetebol 74/75.

Um outro bom período na história do basquetebol português, marcado por um pujante e participativo movimento associativo e colectivo dos treinadores portugueses foi o do pós 25 de Abril de 1974.
Trago aqui como testemunhos históricos, o Plano de Desenvolvimento do Basquetebol Português, elaborado pelos treinadores portugueses, e a Nota Explicativa que introduz o livro.




quarta-feira, 9 de novembro de 2011

O valor da abordagem histórica

O meu gosto pelo basquetebol (e por muitos outros temas) é sempre percorrido por uma abordagem histórica. Quem vive o presente pragmaticamente, quantas vezes não sabe que está a repetir erros, a ir por caminhos sabidamente sem saída, ou a descobrir a pólvora. Ao ir à origem das coisas presentes, a História dá-nos a possibilidade única de "ver" as condições que já não existem mas que foram, porventura, determinantes.
Se fosse só isso já seria muito grande o papel da história. Só que ela dá-nos mais: dá-nos a(s) perspectiva(s) das coisas, situa-nos em movimento e dá-nos um trampolim importante para o futuro.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

O 1.º livro de história do basquetebol editado em Portugal?

Penso que o primeiro livro que abordou de forma mais extensiva a história do jogo em Portugal e as suas regras, foi o livro de Costa Pinheiro, saído em 1949. Livro muito interessante de que recomendamos a leitura.
Na "razão deste livro", o seu autor expunha que "Este nosso esforço, tão despretensioso como aquele que elaboramos em 1940 - actualização das regras -, mercê do qual foi possível a nossa Federação elaborar o seu livro Regras Oficiais do Jogo, representa um estudo. E como estudo deve ser recebido e devassado".
Em mensagem anterior já apresentámos o livro de Albano Fernandes saído em 1977 sobre a história do basquetebol em Portugal. Hoje é tempo de apresentar o estudo tão meritório de Costa Pinheiro, escrito 28 anos antes do seu sucessor. Caso o leitor conheça outros livros deste género, por favor indique-os num comentário a esta mensagem.
Aqui deixamos a imagem da capa do livro de 1949.



segunda-feira, 7 de novembro de 2011

A invenção do alvo do jogo

Nesta mensagem vou contar-lhe como Naismith chegou a inventar o alvo do jogo que é o cesto de basquetebol.
Preocupado em arranjar um objectivo do jogo que privilegiasse mais a agilidade e precisão do que a força, Naismith conta que aquilo que o levou a essa descoberta foi a reminiscência de um jogo praticado na sua infância: "Duck on the rock". Consistia esse jogo em acertar com uma pedra noutra pedra colocada em cima de um rochedo sem que o guardião dessa pedra conseguisse apanhar o atirador no regresso. A solução dos bons jogadores do Duck on the Rock, explica Naismith, era atirar a sua pedra ao ar, com bastante arco, de modo que ao cair a pedra derrubasse o pato fazendo este cair para o outro lado da rocha, mas conseguindo que a sua pedra fosse devolvida para o lado do lançador. Assim, quando o guardião do pato ia buscar e o colocava na rocha, já não tinha tempo para apanhar o lançador. Era um jogo de habilidade e precisão, pois caso a pedra lançada fosse para o outro lado, o lançador seria quase inevitavelmente apanhado.
Foi com a lembrança desse jogo que Naismith disse ter resolvido um dos problemas principais do jogo, o do seu objectivo.
Assim, pensou num alvo horizontal e pediu ao superintendente das instalações lá da escola de Springfield , senhor Pop Stebbins, dois caixotes, ao que este lhe retorquiu que caixotes não tinha mas que havia dois cestos de pêssegos que talvez fizessem o mesmo efeito.
Ainda havia um problema para resolver: caso Naismith colocasse os cestos ao nível do chão, se os 9 jogadores da equipa defensora os rodeassem, inviabiliavam a finalização. A solução foi colocá-los bem acima das cabeças dos jogadores, pregando-os ao nível das galerias a uma altura de cerca de 3,05 metros. Note-se que esta altura ainda se mantém para o nível etário dos iniciados aos seniores.

domingo, 6 de novembro de 2011

Earl Lloid: o primeiro negro na NBA.

O mundo do basquetebol e da NBA não é imune a certos fenómenos negativos da sociedade. Um deles foi e é o racismo.
Earl Llloid foi o primeiro negro a entrar para a NBA como jogador em 31 de Outubro de 1950, quatro anos depois dessa liga profissional ter surgido. Foi também ele o primeiro a ser o primeiro técnico adjunto e o primeiro técnico principal negro na NBA, bastantes anos mais tarde.
Segue-se um pequeno video evocativo:


sábado, 5 de novembro de 2011

Um bom momento do basquetebol...

O curso de formadores referido na mensagem anterior inseriu-se num processo formativo ao nível de treinadores com qualidade e níveis de participação enorme dos treinadores da altura, em vários locais do país. Infelizmente foi boicotado pelo poder político da altura, que tudo fez para que um dos grandes responsáveis desta dinamização, o professor José Esteves, fosse saneado da Federação Portuguesa de Basquetebol, contrariando a própria vontade dos dirigentes da altura que, evidentemente, queriam o bem da modalidade. O problema de José Esteves foi ser democrata, num tempo em que tal posição era pecado. Quem quiser saber mais pormenores sobre este momento do basquetebol português pode ler mais no livro de Albano Fernandes já mencionado numa mensagem anterior. 
Enfim, um bom momento do basquetebol que catalizou vontades e acções e que foi castrado pelos piores motivos.
(Esta história foi-me contada em primeira mão pelo professor Francisco Costa, participante desse movimento de formação de treinadores nos anos sessenta).

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Formação de treinadores em 1964

Há quase cinco décadas estava em realização um processo de formação de treinadores muito interessante, envolvendo, de norte a sul, um largo grupo de treinadores formadores e muitos candidatos a monitores regionais. Na federação de basquetebol, como director técnico, estava o professor José Esteves, homem de grande valor, inovador tanto no mundo da Educação Física como no do basquetebol. Além destes predicados foi um excelente estudioso e pioneiro da sociologia do desporto em Portugal, com vários livros publicados. Na cereja em cima do bolo, pode ainda dizer-se que foi e é um democrata, homem solidário e companheiro.
Desejo muita saúde ao professor José Esteves. A todos nós, treinadores, desejo que consigamos estar à altura do seu exemplo.
Noutras mensagens falaremos dele. Hoje, como imagem representativa, apresentamos a da capa do livro onde se reuniam os conteúdos curso de monitores regionais de 1964, que me foi generosamente oferecido pelo professor Francisco Costa, um dos formadores nele envolvidos.


quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Um video sobre a história da NBA

Para quem gosta da NBA, um video de 1996, quando se comemoravam 50 anos de existência desta liga profissional. A não perder.


quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Paul Arizin e a invenção do "Jump shot"

Paul Arizin foi um dos melhores jogadores norte americanos de todos os tempos. Jogou nos anos 50 e inícios dos 60 e ficou famoso pelo seu lançamento em suspensão, cuja invenção lhe foi atribuída, mas erradamente. Tal como ele confessa no filme abaixo apresentado vários jogadores antes dele o usavam e há bastante tempo.
Relativamente à invenção das formas do lançamento, o que pensamos acontecer na realidade e na maior parte dos casos, é um processo colectivo em que vários jogadores vão colocando pedrinha sobre pedrinha até que se chega à estabilização de uma técnica. Foi também o que aconteceu com o lançamento em suspensão. Um livro interessante onde surge essa tese que eu subscrevo é:
Christgau, John. The Origins of the Jump Shot: Eight Men Who Shook the World of Basketball. Lincoln: University of Nebraska Press, 1999.
            No video que vos trago ele descreve ainda a sua vida de basquetebolista, desde a sua formação inicial - ele que não jogou ao nível do Liceu, mas praticou intensivamente nos play-grounds - até à sua retirada. É uma história de vida interessante a conhecer, pontuada de muitas imagens interessantes.

George Mikan: um gigante muito especial.

George Mikan terá sido o primeiro grande gigante do basquetebol a fazer a diferença. Por causa dele, a área restritiva, que na altura já existia mas era em formato de raquete com o cabo longo e relativamente estreito, teve de ser alargada, tal era o seu poder ofensivo. No segundo filme que vos trago neste post, diz-se a dado passo que foi por causa dele, também, que se criou a regra dos 24 segundos para ter de lançar ao cesto. É que num jogo contra ele, uma equipa adversária congelou a bola por larguíssimo período de tempo com o argumento de que assim, Mikan não poderia tocar na bola... não sendo capaz desse modo de fazer os estragos que lhe eram habituais.
No segundo video, quase logo no início vejo Mikan a realizar um lançamento à Dirk Novitzki, em suspensão e queda para trás (levantando um joelho). Tenho de reformular a minha terminologia: o Dirk, afinal, é que lança à Mikan. E esta hein...
O primeiro video que trago, mais curto, tráz o essencial. É para os mais jovens. Nele pode ver-se a parte essencial do repertório de Mikan, especialmente os "ganchos do céu" e tapinhas, mas não só. Nas legendas finais diz-se que ele foi o inventor dos "tapões". Se alguém me confirmar a veracidade dessa informação agradeço.
O segundo vídeo, bem maior, é para os apreciadores de basquetebol. Apresenta uma miríade de pormenores sobre essa estrela maior do basquetebol, com comentários de personalidades que são também grandes nomes do jogo.





terça-feira, 1 de novembro de 2011

Perguntinhas sobre o primeiro de jogo de basquetebol

Umas perguntinhas para os nossos leitores mais novos:
-Quem marcou o primeiro cesto no primeiro jogo de basquetebol?
-A que distância, mais ou menos, se encontrava do cesto de "pêssegos", quando lançou esse cesto convertido?
-Quantos jogadores jogaram por cada uma das equipas nesse jogo inicial?
-Qual a razão desse número de jogadores e não outro?
Aos que acertem, por cada uma resposta correcta continuaremos a dar um chocolate digital.

Mário Barros

Proximamente vou aqui colocar aqui memórias interessantes do basquetebol que são importantíssimas para o presente se soubermos aproveitar as suas lições. Grande parte delas foram-me contadas pelo professor Fancisco Costa, que me dá a honra e o prazer de me ensinar coisas conversando em torno de um cafezinho.
Domingo passado, no Clinic da Póvoa de Varzim, estive à conversa com um treinador ainda no activo que é um verdadeiro histórico do basquetebol português, de seu nome Mário Barros. Os mais novos, que ainda eventualmente o não conheçam, vão ao Planetabasket onde ele colabora, e terão a oportunidade de de ler muitos bons escritos da sua lavra e conhecer o seu curriculo verdadeiramente extraordinário.
Pela minha parte, esta primeira conversa foi um verdadeiro aperitivo para lições futuras. Nela falou-me da sua aventura muito precoce como treinador, que se seguiu a uma curta carreira de jogador marcada por uma lesão limitante. A forma autodidáctica como tinha começado a aprender a treinar foi marcada pela leitura dos livros de treinadores americanos e pela aprendizagem com alguns treinadores portugueses de referência. Falou-me dos métodos de ensino/treino que tinha utilizado no início de carreira  e das chaves dos seus primeiros sucessos: um misto de método analítico rigorosamente aplicado nos treinos miscigenado com a prática extensiva e livre dos jogadores fora deles. A conversa durou no entanto escassos minutos. Muito sumo para pouco tempo.
Uma das primeiras funções de um treinador é a de ensinar, por isso não é de espantar que tantos lhe chamem professor quando a sua profissão de origem não é essa. Espero que além de continuar no activo de forma tão dinâmica quanto transparece, tenha a pachorra de ensinar a alguns, como eu, que gostam de aprender com quem tem tanto para ensinar. 

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Red Auerbach

Um dia treinador, sempre treinador. Apresento-vos um video recolhido na Youtube, onde constam imagens da última entrevista de Red Auerbach. Nele, esse célebre treinador, já muito idoso e com dificuldades notórias de locução, apresenta algumas das suas ideias sobre o jogo. É mesmo possível ficar com uma visão da filosofia "Rediana" do jogo. A ver com imenso interesse.


sábado, 29 de outubro de 2011

História das técnicas de lançamento

As técnicas do basquetebol são modos de fazer, com ou sem bola, que visam resolver eficazmente certos problemas que o jogo coloca aos jogadores.
Assim, as técnicas de lançamento são modos de enviar a bola para o cesto tentando o sucesso na acção, isto é, encestar.
Ao longo da história do basquetebol foram-se inventando formas de lançar diferentes. As que conheces agora, são a estabilização e a selecção, neste momento, daqueles modos que se consideram mais eficazes.
Foram principalmente os jogadores, individual e colectivamente, que foram trazendo para o jogo e em função dos contextos em que realizavam o lançamento, novas modalidades técnicas.
Por agora daremos apenas uma visão sumária e global de como essas formas foram mudando. No início era habitual verem-se lançamentos a duas mãos, debaixo para cima (o que depois se chamou de à padeiro, talvez pelo gesto que os antigos padeiros faziam com a sua pá), de longe, atingindo alguns jogadores uma precisão notável. É preciso dizer que essa forma de lançar era possível apenas perante uma defesa não pressionante. Quando o defesa se começou a aproximar do lançador, invalidando a técnica anterior, uma outra solução encontrada para o lançamento foi a do lançamento de peito, a duas mãos, em apoio. De seguida sucederam-se a invenção do lançamento a uma mão e a do lançamento em suspensão. Alguns lançamentos especiais, tais como o de gancho, foram também inventados para superar fortes obstáculos defensivos, perto do cesto. Ao nível dos lançamentos em movimento ou na passada, desde o início do jogo eram habituais esses lançamentos, muitos com carácter acrobático, no âmbito de formas de jogo espontâneas tipo contra-ataque. 
Noutros posts, falaremos mais pormenorizadamente de quem foi considerado o(s) introdutor(es) de cada um destas formas de lançamento. Daremos também a nossa opinião sobre esse asssunto. Para já diremos também, que se é habitual vermos um nome de um jogador associado à invenção de uma técnica, nos parece muito mais adequada a interpretação daqueles que vêm essa invenção como tendo um carácter colectivo. Noutro post desenvolveremos o assunto.
A quem pense que as técnicas de lançamento já estão todas inventadas e estabilizadas eu aconselho prudência. A quem não chegue a perspectiva do passado, que já assinalámos, basta talvez olhar o jogo actual para ver já nele os germes de futuras técnicas. Quanto a este "actual" deixo-vos com imagens do lançamento de Dirk Novitski, em que vos peço para repararem na técnica de lançamento em suspensão com salto à rectaguarda, que é uma imagem de marca dele e que é a resposta, praticamente indefensável, aos contras que lhe tentam fazer, mesmo a ele que é um gigante.


quinta-feira, 27 de outubro de 2011

John Wooden à conversa

No video que apresento aparece John Wooden, o jogador e treinador que era a resposta ao post anterior. Na altura tinha já com muita idade, mas tinha uma lucidez invejável a falar da sua filosofia de vida.
É uma verdadeira preciosidade de sabedoria e de humor. No entanto, como para a maioria dos tesouros, é preciso descobri-los. e para ouvir Jonh Wooden a dar-nos estes conselhos preciosos é preciso saber inglês.
Espero que caso não saibam, este video seja um estímulo para estudarem essa língua com mais afinco.
E tal como prometido, dedico este post aos meus alunos Diogo e Mariana, do 8.ºD, que responderam acertadamente.
Por fim resta dizer que recolhi esta conversa no site das TED Talks.

Sabes quem é este jogador na fotografia?


Vou dar-te três pistas para poderes acertar:
-Foi um dos melhores bases da primeira metade do século XX.
-Foi depois considerado um dos melhores treinadores de todos os tempos.
-Faleceu recentemente com 99 anos.
A quem ganhar dou novamente um chocolate digital.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

A ANTB ressurgiu

A ANTB, Associação Nacional de Treinadores de Basquetebol voltou de novo ao activo. Ela que foi a primeira associação de treinadores a constituir-se, logo após o 25 de Abril, e infelizmente parou a sua actividade há alguns anos.
Bem hajam os colegas treinadores que se deram ao trabalho de pôr de pé de novo esta instituição que deve ser tão querida de todos nós. Uma associação como a ANTB que possui um passado interessantíssimo e riquíssimo tem de ter presente e futuro. Espero que agora, todos os treinadores se associem e participem nela, de modo a que nunca mais volte a fenecer. É que o basquetebol português precisa também de um movimento associativo forte ao nível dos treinadores para dar passadas qualitativas seguras.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Cultura basquetebolística geral


E agora uma pergunta bem fácil:
Quem é o jogador que aparece na foto?
Duas perguntas ligeiramente mais difíceis?
Qual é o treinador da foto?
Quem é a equipa respectiva que os dois representam?
O prémio para quem acertar é um chocolate digital por resposta certa.

História do basquetebol em Portugal: um livro essencial

Para conhecermos a história de um jogo parece-me haver três soluções fundamentais:
-ter sido nela participante;
-entrevistar os seus participantes, antigos ou ex-treinadores, jogadores, dirigentes, etc;
-estudar documentos, livros, imagens, objectos, etc que nos "falem" dessa história.
Para o estudo da história do basquetebol português um dos livros essenciais é o que o ex-dirigente e já falecido Albano Fernandes, nos deixou, sobre o período 1913-1977.



domingo, 23 de outubro de 2011

Quando há memória os prémios têm nome.

Três dos prémios que a ABP (Associação de Basquetebol do Porto) dá, têm o nome de três grandes Homens que conheci e conheço.
O prémio de Treinador do Ano tem o nome do Professor Francisco Costa. O de Treinador de Formação do Ano, o do Professor Armelino Bentes e o Prémio de Dedicação o de Célio Alves.
Célio Alves que me deu o prazer e a honra de ser seu amigo já faleceu. Conheci a faceta dele ligada ao Minibásquete. Um dia destes falarei mais detalhadamente dele.
O professor Armelino, a quem ouvi algumas vezes há mais de vinte anos, lembro-me que tinha uma sabedoria muito própria que conseguia transmitir em palavras de uma forma extremamente cativante. Quando faleceu eu estava a tentar marcar uma entrevista com ele.
O professor Francisco Costa, já retirado das lides de professor e treinador mas em muito boa forma física e mental, dá-me o privilégio de com ele aprender e conversar várias vezes. É uma personalidade ímpar como pessoa, professor e treinador. Conheci-o, sem ele ter sido meu professor, do ISEF dos anos 80. Há um ano ajudou-me na realização de um trabalho teórico e desde aí mantemos o contacto. 
Há um outro prémio, o de Oficial de Mesa do Ano, que tem o nome de Benjamim do Sul, senhor que conheço há muitos anos e de quem tenho a melhor impressão mas com quem não tive o prazer de falar mais do que conversas de circunstância.
Ter o privilégio de conhecê-los são medalhas valiosas que transporto comigo.

sábado, 22 de outubro de 2011

O Minibásquete tem 60 anos de idade

O minibásquete, ou mais propriamente, o Biddy Basketball, tal como Jay Archer lhe chamou, surgiu em 1951, dirigido aos rapazes de até 12 anos.
Podem ver uma história em inglês desse jogo neste link, com um friso cronológico dos principais eventos.
Mas na verdade, o Minibásquete, com esse nome, só foi assim baptizado em Espanha, em 1962, substituindo a denominação americana, a descontento destes (chamando-lhe Minibaloncesto). Nesse país irmão, devido a um apoio massivo do Conselho Superior de Desportos lançou-se uma Operação Minibaloncesto, que teve por mentor Anselmo López, e que alcançou muitas dezenas de milhar de crianças, cativando-as para este jogo.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Um jogo especial: o Minibásquete.

"Diga Minibásquete e não Minibasquetebol. Minibásquete quer significar precisamente que este jogo é uma coisa e o basquetebol é outra." (Mário Lemos)
Esta frase do professor Mário Lemos encerra um significado e uma filosofia que é necessário explicar. Ninguém melhor para o fazer do que as palavras de San Payo Araújo, técnico máximo da Federação para o Minibásquete, de quem já falei num post anterior.
Dirijo-vos para um texto que ele escreveu há uns tempos e que se encontra no seguinte link:
http://basquetebolconimbricense.blogspot.com/2008/03/diga-minibsquete.html

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Em 2013 o basquetebol em Portugal faz 100 anos

A utilidade do conhecimento da história da nossa modalidade em Portugal é imensa para muitas coisas:
-para nos inspirarmos nas grandes personalidades do basquetebol, que tivemos e temos, e sobretudo no que eles fizeram e na direcção que apontaram;
-para não cometermos alguns erros já cometidos;
-para não cairmos nas mesmas fases de estagnação que também houve no nosso passado de basquetebol;
-para criarmos uma Cultura do Jogo que não se faz só do que é moderno,
-e muito mais com certeza.
Para começar aconselhamos a leitura de um texto sobre a história do basquetebol em Portugal, elaborado pelo professor Olímpio Coelho, grande nome da modalidade, principalmente na área da formação, e que podemos encontrar no site internético do Planetabasket que é, na minha opinião, a iniciativa de promoção pública do basquetebol mais interessante e abrangente dos nossos dias.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Ilhotas de excelência no basquetebol português

Se a promoção da modalidade no nosso país não tem andado bem, como vimos no post anterior, é verdade que existem algumas ilhotas de grande qualidade onde essa mesma promoção se tem verificado. Falo evidentemente só do que vou conhecendo, cometendo porventura o erro da omissão.
Desde há cerca de uma década, sob o comando de San Payo Araújo, o Minibásquete em Portugal tem tido alguns impulsos de inovação verdadeiramente interessantes. San Payo, embora militar de carreira, caracteriza-se por ser um insígne pedagogo com um trato inexcedível com as crianças. Possui também uma cultura basquetebolistica assinalável e um raro sentir do lúdico também numa dimensão cultural. Vê-lo a movimentar grupos de crianças que por vezes são da ordem da centena é um espectáculo de alegria e de arte. Sei também que ele gosta de ser caracterizado como um prático reflexivo, como em tempos o denominei num trabalho que fiz sobre o Minibásquete. E está sempre a evoluir no conhecimento e nas práticas, buscando e aproveitando o que de melhor se faz no mundo do Minibásquete. e transmitindo-o aos outros.
Na promoção do jogo do Minibásquete San Payo tem feito imensa actividade, que vai desde as palestras e acções de formação no país e no estrangeiro, aos Jamboree's e Memoriais, actividades que durante vários dias movimentam de forma diversificada crianças de todos os pontos do país. Quem participa nestes eventos, jogadores, treinadores, pais ou mesmo simples espectadores nunca mais os esquece.
Por esse país fora, a realidade do Mini parece-me muito diferenciada: vai desde os clubes e associações dinâmicas, que conhecem e praticam o espírito deste jogo de crianças até a clubes onde as práticas não são as mais próprias para uma evolução educativa dos jogadores dos 8 aos 12 anos. (Ultimamente o fenómeno do Mini, através do Babybásquete está a envolver crianças com menos de 8 anos). Mesmo nestes últimos casos menos de menor qualidade é preciso valorizar pelo menos a vontade e o trabalho voluntário daqueles que orientam as crianças.
Concluindo: perante uma direcção técnica altamente qualificada, técnica e humanamente, como é o caso de San Payo e de outros treinadores que com ele têm colaborado (um fenómeno importante de escola?), aquilo que penso dever ser assegurado é uma expansão de boas práticas, através da qualificação dos treinadores e o apoio material e técnico aos clubes e treinadores envolvidos neste sector.
Nos anos sessenta do século XX, houve no Porto uma estrutura organizativa do Mini, o Núcleo Associativo de Minibásquete, que eu só tive oportunidade de conhecer pela transmissão verbal e de alguns documentos fornecidos por um grande amigo já falecido, o senhor Célio Alves. Desses anos e do que lá se fez, muito de útil em termos em conhecimentos e em tipos de iniciativas poderíamos recolher para os tempos de hoje.
San Payo Araújo é também o herdeiro moral do professor Mário Lemos, seu tio por afinidade, que foi um dos introdutores do Mini em Portugal e um teorizador valioso deste jogo, cujos ensinamentos ainda hoje são válidos. 
Homenageemos o passado, fazendo coisas bem feitas hoje para que o futuro do nosso basquetebol possa ser melhor. O Minibásquete pode ser uma das entradas para este salto qualitativo. 

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Portugal: promover a modalidade

O professor Francisco Costa, um dos meus Mestres na arte de ensinar o jogo e viver a vida, diz-me frequentemente que um dos males do basquetebol em Portugal é que não está a ser devidamente promovido por quem de direito.
Espanha que é aqui ao lado mostra-nos o caminho. Se forem ao site da Federação verão como se promove a modalidade, com referências ao passado, ao presente de vitórias, e ao futuro cuidado na preparação das suas equipas e jogadores. E o que fazem no site fazem-no também nas escolas, nos meios de informação e na sociedade em geral.
Portugal, no basquetebol, teve passado desde que surgiu em 1913. Conhecer as iniciativas extremamente meritórias que  houve no nosso passado, (por exemplo nos anos 60 e 70 do séc XX), é muito útil para que os nossos novos jogadores, treinadores, árbitros e dirigentes tenham referências e valores. A nossa modalidade tem um presente que é preciso cuidar para que o futuro seja algo de que nos possamos orgulhar. Nesse cuidado um aspecto essencial é a promoção da modalidade.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Terreno de jogo: interior e exterior.

Como já sabes, o basquetebol foi uma resposta à necessidade de encontrar uma actividade atractiva jogada no interior, devido às condições negativas do tempo no Inverno que impossibilitavam uma prática desportiva de ar livre.
No entanto, nas primeiras décadas (a partir dos anos 20/30 e até aos anos 50/60) do século XX, na Europa, o basquetebol praticava-se maioritariamente, ou mesmo exclusivamente, em terrenos ao ar livre. Essa prática em França, decorria dos problemas sanitários da altura, em que grassavam autenticas epidemias de tuberculose, grave doença contagiosa. A prática em terrenos fechados era, por isso, menos recomendável. Além disso, imagina, os espectadores e até treinadores da altura, fumavam, pois não havia proibições como a de hoje, o que tornava a prática em recintos fechados muito pouco saudável.
É evidente que essa prática ao ar livre, devido ao terreno e às condições climatéricas - chuva e sol - limitava a evolução técnica e táctica do jogo.

domingo, 16 de outubro de 2011

Um repto às mulheres

Porque é que, só depois de 40 anos, em 1976 em Montreal, o basquetebol foi integrado como modalidade olímpica para as mulheres, depois de o ter sido em 1936 para os homens?
É que sabemos que pouco tempo depois de Naismith ter inventado o basquetebol, muitas mulheres o interpelavam pois também queriam jogar esse novo jogo.

sábado, 15 de outubro de 2011

Uma releitura diferente da origem do basquetebol

Na história-ciência há, na maior parte dos casos, várias versões do que se terá passado. Também no que se refere à história do basquetebol existem algumas teorias diferentes acerca da forma como ele terá surgido. Penso que nós não devemos descartar nenhuma destas versões. Devemos pelo contrário conhecê-las e tentar ver o que nelas há de verosimilhante e/ou credível, passando-as pelo crivo da análise.
Um texto interessante a que tive recentemente acesso, refere que o basquetebol surgiu da releitura do jogo de nome Tlachtli, praticado pela civilização Asteca até ao século XVI. O seu autor faz uma descrição desse jogo e das suas variantes de uma forma que me parece bastante interessante e que é de ter em conta.
Na parte em que ele faz uma síntese das conclusões a que chega, diz o seguinte:
"A primeira coisa que se pensa quando se lê o título desse item é que simplesmente não há nenhuma repercussão atual desse esporte morto há tanto tempo. Bem, isso é, de fato, uma inverdade. É certo que o Tlachtli como esporte não é mais praticado desde o século XVI, mas como show ele vem sendo praticado no parque de Xcaret, na Riviera Maia, próximo a Cancun.
É certo que um show não é um esporte, pode ser uma atividade física, mas não um esporte competitivo, mas vejamos: há uma teoria na Antropologia que diz que nada é inventado paralelamente em dois lugares, mas sim que quando duas coisas são muito semelhantes em lugares diferentes, houve uma espécie de difusão. Por essa teoria, o arco e flecha, por exemplo, que era utilizado na América, teria sido introduzido, possivelmente, por viajantes de outros continentes, ou, pelo menos, seria produto de uma memória transmitida oralmente pelos primeiros habitantes da América, vindos da Ásia através do Estreito de Bering.
Partindo dessa mesma teoria, muitos pesquisadores afirmam que o Basquete – “criado” pelo professor de Educação Física canadense James Naismith, em Springfield, Massachusetts, EUA, em 1891 – não seria um jogo novo, mas sim, uma releitura de uma tradição antiga da América pré-colombiana. Tal suposição não é impossível, visto que os EUA nutrem um verdadeiro sentido de posse sobre a cultura Asteca, visto que ela formou um Império poderoso legitimamente americano e que a etnia que o governava era, segundo pesquisas, oriunda de uma ilha lacustre situada no atual território dos EUA (Aztlán, aliás, Astecas significa: Habitantes de Aztlán), sendo assim, os Astecas não seriam nada mais do que os antepassados dos Norte-americanos, coisa que justificaria o destino manifesto que eles tanto pregam. O Basquete, por esse viés, seria então uma reformulação das regras de um jogo inteiramente americano."
O resto do texto, cujo nome é "Tlachtli: esporte ou ritual de sangue" e que explica em pormenor o jogo do Tlachtli vale a pena ler. Se és daqueles que gosta de aprofundar esta temáticas vai lá que verás que não te arrependes.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

A origem e evolução das tabelas

No início do jogo as tabelas não existiam. A sua origem oficial deu-se em 1895 e deve-se ao facto de os espectadores intervirem nas trajectórias da bola para o cesto, ajudando ou impedindo a bola de entrar. Daí que se sentisse a necessidade de criar uma barreira entre os espectadores que estavam nas galerias e o cesto. E assim surgiram as tabelas que também, ao longo do tempo se tem vindo a modificar, em tamanho e em materiais.
Quanto aos materiais, por um lado passaram-se a utilizar materiais não opacos para permitir a visibilidade dos espectadores atrás da tabela. Por outro lado, perante a potência dos afundanços que não raras vezes provocou o estilhaçamento das tabelas, criaram-se tabelas e aros simultaneamente mais flexiveis e resistentes.
Por outro lado, também devido à capacidade de salto dos jogadores e para evitar acidentes, o limite inferior da tabela foi subido à custa de uma diminuição de tamanho da mesma tabela.
O que se tem mantido inalterado desde o primeiro jogo é a altura a que está o cesto: 3 metros e cinco centimetros.


terça-feira, 11 de outubro de 2011

Integração do basquetebol nos jogos olímpicos (Berlim, 1936)

O basquetebol foi integrado oficialmente nos jogos olímpicos em 1936, em Berlim. Contudo o torneio olímpico foi reservado apenas para os homens. Já antes desses jogos o basquetebol tinha feito duas exibições de demonstração em 1904 e 1932, ambas em jogos olimpicos realizados nos EUA.
Como curiosidade, nesses jogos de Berlim o basquetebol foi jogado ao ar livre, num campo de ténis adaptado. Na final, choveu torrencialmente, o que impediu os jogadores de driblar e contribuiu para um resultado muito baixo. Essa final foi ganha pelos EUA ao Canadá por 18-9.
Naismith esteve presente, lançou a primeira bola ao ar no jogo inaugural do torneio e deu as medalhas aos três primeiros lugares. No terceiro lugar ficou o México que ganhou à Polónia.
Se quiseres saber mais vai a este link:
http://en.wikipedia.org/wiki/Basketball_at_the_1936_Summer_Olympics

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

História inicial do basquetebol: um video a ver.

Trago-vos hoje um video falado em espanhol que seleccionei na youtube e que trata da parte inicial da história do basquetebol. Conta mesmo aspectos importantes da vida de Naismith antes de se dedicar ao desporto. Está mesmo muito bom, com muitos pormenores ilustrados por imensas fotos e muito bem fundamentado segundo aquilo que conheço. Parece-me um video incontornável para quem gosta de aprofundar a história deste desporto.



domingo, 9 de outubro de 2011

História do drible: alguns apontamentos ilustrados.

No início do jogo o drible nem existia. O jogo com bola consistia basicamente de passes e lançamentos. Foram os jogadores que com a sua criatividade começaram por elaborar os germes desta técnica ao largarem ou rolarem a bola e ao agarrarem-na mais à frente, dando a volta à proibição de correr com bola. Durante longo tempo, o drible não foi bem aceite ou foi mesmo limitado, com as regras a não deixarem, por exemplo, que um jogador finalizasse a sua acção em lançamento após ter driblado.
O que hoje quero trazer aqui é a relatividade da capacidade de driblar (e de qualquer técnica): quando Bob Cousy, nos anos 1960's usava a mudança de mão no drible por detrás das costas, chegaram a dizer que só uma pessoa como ele, com braços tão longos, é que o poderia realizar. Contudo, como sabemos, hoje em dia as crianças e jovens ao fim de dois/três anos de prática já dominam a maior parte das variantes do drible, incluindo as mais complexas.
Vejam então num video a capacidade de Bob Cousy que além de exímio driblador era um passador de excelência como se pedia a um "base".


sábado, 8 de outubro de 2011

Monumento ao basquetebol: Vilnius.

Em certos países, como é o caso da Lituania, o basquetebol é tão popular (é mesmo o desporto mais popular) que chegam a erigir monumentos em sua honra como é o caso deste que está em Vilnius, capital desse país.


sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Recriação da origem do basquetebol

E agora vejam um video que é uma preciosidade onde a grande personalidade do nosso basquetebol e grande Homem Hermínio Barreto recria as fases por que passou este jogo. Agradeço ao site do Grupo Desportivo da Gafanha ter-me proporcionado estes imagens preciosas que eu desconhecia.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

A pré-história do basquetebol


Local onde se jogava o Tlatchli
Na procura das raizes históricas mais ancestrais deste jogo, alguns autores apontaram um jogo que se praticava na civilização asteca há cerca de três milénios, o jogo sagrado de marcado cunho religioso, chamado de Tlachtli.
Esse jogo consistia basicamente em introduzir uma bola de borracha maciça por um aro de pedra, colocado perpendicularmente em altura num muro e disposto de forma vertical. Era bastante difícil e rara a concretização do objectivo. Curiosamente a bola devia ser batida só com a coxa, o braço ou o cotovelo mas não pelas mãos ao contrário do Basquetebol actual. Era um jogo realmente duro e cruel jogado aos pares e aos trios e os jogadores, despidos quase totalmente, encontravam-se protegidos com joelheiras, cotoveleiras e coquilhas (Prats, 1991). Os praticantes do jogo eram nobres, membros da classe dominante (as outras classes eram remetidas ao papel de meros assistentes). No fim do jogo os perdedores eram sacrificados aos deuses e os vencedores levados em triunfo e considerados intermediários entre as divindades e os homens. Estes factos demonstram a origem e natureza religiosa e classista desse jogo. Enrique Prats, na obra que temos vindo a citar não deixa de evidenciar as semelhanças estruturais deste jogo milenar com o que é praticado actualmente. E vai mesmo mais longe ao evidenciar semelhanças e paralelos nos aspectos mais negativos mas por vezes menos evidentes destes dois jogos e da sua utilização social pelas classes dominantes. Refere, por exemplo, o facto de as classes não nobres não poderem participar no jogo mas apenas servirem de espectadores que se divertiam, aliás, com aspectos extremamente cruéis nos quais o jogo desembocava, como era o sacrifício dos perdedores. Este “culto da vitória”, a “humilhação ao vencido”, o “ópio para as massas” são aspectos usados em diversas civilizações. Prats dá como exemplos, para além dos astecas, os romanos com o seu “pão e circo” e afirma que, contemporaneamente, continuamos a padecer do mesmo tipo de derivas.
A citação é proveniente da minha tese de mestrado, em que utilizei como referência, para esta temática, Prats.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Forrest "Phog" Allen: o "pai" dos treinadores de basquetebol

File:Phog Allen.jpg
Forrest Phog Allen (1885-1974)
Forrest "Phog" Allen é considerado por muitos como o verdadeiro pai do treino deste jogo. Se Naismith que foi professor de Forrest foi o inventor do jogo, Allen foi o primeiro a encarar de um modo muito a sério o treino do jogo.
Num livro sobre Naismith, no prefácio, o treinador Roy Williams conta que este tinha concepções muito diferentes acerca do jogo comparativamente com Allen. Dá como exemplo que Naismith foi o árbitro de grande parte dos encontros das suas equipas e mesmo assim perdeu mais jogos do que aqueles que ganhou. Para ele o que importava era o jogo pelo jogo e o fair play, enquanto que para Forrest a questão da vitória assumia uma importância bem maior. Além disso Phog foi um treinador eclético pois envolveu-se em vários desportos tais como o basebol e o futebol americano além do nosso basquetebol. Nisso aparentou-se a Naismith que também praticou e treinou muitos desportos.
Para saberes mais sobre Forrest "Phog" Allen podes procurar no seguinte link:


     Naismith                 e               Forrest Allen



segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Imagens representativas da evolução do basquetebol

Este video feito por Luka Medak que deve ser un fã do jogo e que seleccionamos da youtube, dá conta da evolução do jogo de basquetebol através de algumas imagens significativas. Mostra, por exemplo, o inventor, o primeiro cesto (de pêssegos) e o ginásio onde se jogou pela primeira vez.  Depois dá para reconhecer no video alguns dos melhores jogadores e treinadores a partir das décadas de 60. Espero que aproveitem, principalmente os alunos do 8.ºD... que vão realizar este ano um filme chamado "A invenção do basquetebol".

domingo, 2 de outubro de 2011

Pete Maravitch: a arte em movimento.

O jogo de basquetebol é algo tão rico que alia arte, ciência, moral entre outras coisas valiosas. Os jogadores são e deverão ser sempre os grandes protagonistas do jogo. Escolhemos começar por mostrar um fabuloso jogador de basquetebol - Pete Maravitch, também chamado de Pistol Pete. Pensamos que ele incarna um dos aspectos mais nobres do jogo: a arte e a inteligência do jogo na sua máxima expressão.

sábado, 1 de outubro de 2011

O basquetebol feminino

Quase logo depois do primeiro jogo masculino as mulheres jogaram-no. Terá sido em 1893 que se terá realizado o primeiro jogo feminino no Smith College, em Northampton, Massachusetts, USA.
No entanto, o jogo no feminino sofreu de discriminações e preconceitos desde o seu início. Por exemplo, as regras eram diferentes, pois via-se na mulher um ser mais frágil; dava-se também uma importância menor ao jogo feminino em comparação com o dos homens. Vejam lá que só quarenta anos depois do basquetebol ter sido integrado no programa oficial dos jogos olímpicos em Berlim (1936) é que ele foi jogado pelas mulheres (1976, em Montreal no Canadá).
Uma das grandes responsáveis pelo início do basquetebol feminino foi Senda Berenson de quem falaremos noutro futuro post.
Vejamos algumas imagens de um jogo num colégio, em 1904, com as mulheres vestidas até aos tornozelos.