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segunda-feira, 16 de abril de 2012

O garrafão e a raquette

Por vezes os nomes permanecem, mesmo quando deixou de haver razão material para os manter. Os franceses, à primeira área restritiva dos 3 segundos chamaram-lhe raquete devido ao seu formato parecido com esse objecto de outros desportos. Os portugueses chamaram-lhe garrafão.
O que é certo é que depois das alterações à fisionomia dessa área o nome popular manteve-se. Mais do que ver nisso uma resistência à mudança ou anacronismo, gosto de interpretá-lo como a tendência da memória - qualidade fundamental dos humanos - a não se deixar levar pela espuma dos dias.



Sublinhe-se que anteriormente a estas áreas que
aparecem em cima a primeira zona tinha mesmo o
formato de uma raquete, com o corredor mais estreito
que a parte circular.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Comparação EUA-França

"Por razões de gosto tenho nos últimos anos dedicado uma parte do meu tempo livre ao estudo do basquetebol, tentando enquadrá-lo, sempre que possível, numa perspectiva histórica.
Uma das fontes tem sido, evidentemente, o contributo fundamental e incontornável dos norte-americanos, os pais do jogo e seus dominadores quase em absoluto até à relativamente pouco tempo. Tenho também estudado paralelamente a história do basquetebol francês que foi, pelo menos em termos cronológicos, um dos primeiros a importar o jogo para o seu território, em 1893..."

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Site recomendado (em francês).

Para quem dominar o idioma francês deixo aqui uma ligação de um site muito interessante onde se podem encontrar muitos dados, imagens e videos sobre a história do basquetebol, desde as suas origens até hoje.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

O jogo de "ontem" vs "jogo de hoje"

Um bom pedaço de um jogo da final da NBA em 1954, entre os Lakers e Syracuse. Convido o leitor a fazer comigo um exercício das diferenças, utilizando uma pergunta: o que mais caracteriza técnica e tácticamente este jogo, fazendo uma comparação com o jogo de agora?

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

O melhor basquetebol, também é falado em português...

Sabias que o melhor basquetebol do mundo, também é falado em português? Sabes porquê? Se não sabes, nós dizemos-te:
"BRASIL ENTRE OS 4 MELHORES DO SÉCULO 20
Três títulos nos campeonatos mundiais do Chile (59), do Brasil (63) e Austrália* (94); três medalhas de prata: duas nos mundiais do Brasil (54) e da Iugoslávia (70) e uma nas Olimpíadas de Atlanta* (96); três de bronze nos mundiais do Uruguai (67), do Brasil (71) e das Filipinas (78) e mais quatro medalhas olímpicas de bronze em Londres (48), Roma (60), Tóquio (64) e Sydney* (2000). Essas 13 conquistas colocaram o Brasil entre os quatros melhores do mundo no “Ranking do Século 20” das competições organizadas pela Federação Internacional de Basketball (FIBA).
Os brasileiros foram superados apenas pelos Estados Unidos (1º), ex-União Soviética (2o) e Iugoslávia (3o).
O Brasil também é penta-campeão Pan-americano Masculino (71-87-99-2003-2007) e tri-campeão feminino (67-71-91); bi-campeão feminino da Copa América (97-2001) e campeão masculino(2005); 22 vezes campeão Sul-Americano adulto feminino e 17 vezes no masculino." Ver no site do Agilson Alves.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

O basquetebol e os outros jogos colectivos

O meu próximo escrito para o Planetabasket vai debruçar-se sobre as relações que houve, desde 1891 até agora, entre o basquetebol e outros jogos desportivos colectivos. Já escrevi o artigo quase todo, mas como é óbvio, só vai apresentar algumas das multiplas interacções existentes.
Faço daqui um desafio aos meus leitores: apontem-me relações que conheçam nesta área. Fico-vos muito grato pela participação.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Início do basquete feminino em Portugal

Alguém me sabe dizer coisas sobre o início da prática do basquetebol feminino em Portugal. Da minha parte sei muito pouco e gostava de saber mais. Pede-se o contributo de algum leitor sabedor.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

O aparecimento dos treinadores

Os treinadores são personagens principais no jogo de basquetebol. No entanto eles só assumiram uma certa importância  ou mesmo só apareceram, em cada país onde se jogava basquetebol, alguns anos depois do surgimento do jogo.
E se nos Estados Unidos, logo nas primeiras décadas do século XX, se dá conta de grandes treinadores de referência, noutros países, só décadas mais tarde isso aconteceu. Foi o caso da França, só em meados da década de 40 e Portugal, nos fins da década de 50, década de 60. Geralmente, como foi o caso de Portugal, um dos jogadores, muitas vezes o capitão, assumia essa tarefa.
No caso da França, um dos aspectos que veio a fazer com que o treinador assumisse um papel mais activo na condução do jogo, foi a permissão dada nas regras para se parar o jogo nos descontos de tempo.
P.S. Diga-se, em abono da verdade, que há também uma décalage no surgimento do próprio basquetebol em cada país, e que isso condiciona em grande parte o desenvolvimento ulterior. Em Portugal foi introduzido em 1913. Em Espanha, em 1921. em França, o primeiro jogo foi realizado em 1893, e foi trazido por um aluno francês de Springfield, Rideout.

domingo, 27 de novembro de 2011

O primeiro jogo de basquetebol aberto ao público

Sabes quando e onde foi realizado o primeiro jogo de basquetebol aberto ao público?
Se souberes pormenores desse jogo relata-os também.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Artigos no Planetabasket

A todos aqeles que queiram estar bem informados sobre o basquetebol nacional, assim como terem acesso a artigos de natureza técnica ou de opinião, o site do Planetabasket é imperdível.
Desde há quatro semanas que lá colaboro com artigos sobre vários aspectos do jogo numa perspectiva histórica. Amanhã, por exemplo, sairá uma primeira parte de um texto dedicado à evolução táctica do basquetebol. Nas semanas anteriores já lá escrevi sobre a "Invenção do basquete" e sobre a "Evolução das regras (1) e (2)". Se te interessarem estas matérias vai lá e lê.

domingo, 20 de novembro de 2011

Os primeiros "Missionários" do basquetebol.

Os dois principais veículos que levaram o basquetebol para fora dos EUA foram os "missionários" da YMCA espalhados pelo mundo nos locais em que se implantaram e os militares americanos estacionados nos conflitos extra-fronteiras em que participaram, tal como na 1.ªa Guerra mundial.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Tradução e publicação em português do livro de Naismith

O livro cuja imagem apresento em baixo é o livro que Naismith publicou em 1941 e que conta a versão dele sobre a origem do jogo e do seu desenvolvimento nas primeiras décadas.
Noutro dia, num dos melhores sites do basquetebol nacional que é o Planetabasket, apresentei a proposta de no âmbito da ressurgida Associação Nacional de Treinadores de Basquetebol - ANTB - se reunir um grupo de treinadores, com competência na língua inglesa, que assumissem o trabalho colectivo de traduzir e publicar esse livro. Se fossem bastantes, o trabalho dividido não seria com certeza muito pesado. Dei conhecimento dessa proposta ao Miguel Pereira, actual presidente da ANTB, ao que ele me respondeu que essa proposta iria ser tida em conta.
Sei perfeitamente que há assuntos mais urgentes a resolver pelos treinadores mas uma tarefa destas valeria a pena e teria todo o cabimento no ano em que se comemoram 120 anos que este nosso maravilhoso desporto viu a luz do dia.


segunda-feira, 7 de novembro de 2011

A invenção do alvo do jogo

Nesta mensagem vou contar-lhe como Naismith chegou a inventar o alvo do jogo que é o cesto de basquetebol.
Preocupado em arranjar um objectivo do jogo que privilegiasse mais a agilidade e precisão do que a força, Naismith conta que aquilo que o levou a essa descoberta foi a reminiscência de um jogo praticado na sua infância: "Duck on the rock". Consistia esse jogo em acertar com uma pedra noutra pedra colocada em cima de um rochedo sem que o guardião dessa pedra conseguisse apanhar o atirador no regresso. A solução dos bons jogadores do Duck on the Rock, explica Naismith, era atirar a sua pedra ao ar, com bastante arco, de modo que ao cair a pedra derrubasse o pato fazendo este cair para o outro lado da rocha, mas conseguindo que a sua pedra fosse devolvida para o lado do lançador. Assim, quando o guardião do pato ia buscar e o colocava na rocha, já não tinha tempo para apanhar o lançador. Era um jogo de habilidade e precisão, pois caso a pedra lançada fosse para o outro lado, o lançador seria quase inevitavelmente apanhado.
Foi com a lembrança desse jogo que Naismith disse ter resolvido um dos problemas principais do jogo, o do seu objectivo.
Assim, pensou num alvo horizontal e pediu ao superintendente das instalações lá da escola de Springfield , senhor Pop Stebbins, dois caixotes, ao que este lhe retorquiu que caixotes não tinha mas que havia dois cestos de pêssegos que talvez fizessem o mesmo efeito.
Ainda havia um problema para resolver: caso Naismith colocasse os cestos ao nível do chão, se os 9 jogadores da equipa defensora os rodeassem, inviabiliavam a finalização. A solução foi colocá-los bem acima das cabeças dos jogadores, pregando-os ao nível das galerias a uma altura de cerca de 3,05 metros. Note-se que esta altura ainda se mantém para o nível etário dos iniciados aos seniores.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Um video sobre a história da NBA

Para quem gosta da NBA, um video de 1996, quando se comemoravam 50 anos de existência desta liga profissional. A não perder.


terça-feira, 11 de outubro de 2011

Integração do basquetebol nos jogos olímpicos (Berlim, 1936)

O basquetebol foi integrado oficialmente nos jogos olímpicos em 1936, em Berlim. Contudo o torneio olímpico foi reservado apenas para os homens. Já antes desses jogos o basquetebol tinha feito duas exibições de demonstração em 1904 e 1932, ambas em jogos olimpicos realizados nos EUA.
Como curiosidade, nesses jogos de Berlim o basquetebol foi jogado ao ar livre, num campo de ténis adaptado. Na final, choveu torrencialmente, o que impediu os jogadores de driblar e contribuiu para um resultado muito baixo. Essa final foi ganha pelos EUA ao Canadá por 18-9.
Naismith esteve presente, lançou a primeira bola ao ar no jogo inaugural do torneio e deu as medalhas aos três primeiros lugares. No terceiro lugar ficou o México que ganhou à Polónia.
Se quiseres saber mais vai a este link:
http://en.wikipedia.org/wiki/Basketball_at_the_1936_Summer_Olympics

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

História inicial do basquetebol: um video a ver.

Trago-vos hoje um video falado em espanhol que seleccionei na youtube e que trata da parte inicial da história do basquetebol. Conta mesmo aspectos importantes da vida de Naismith antes de se dedicar ao desporto. Está mesmo muito bom, com muitos pormenores ilustrados por imensas fotos e muito bem fundamentado segundo aquilo que conheço. Parece-me um video incontornável para quem gosta de aprofundar a história deste desporto.



sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Recriação da origem do basquetebol

E agora vejam um video que é uma preciosidade onde a grande personalidade do nosso basquetebol e grande Homem Hermínio Barreto recria as fases por que passou este jogo. Agradeço ao site do Grupo Desportivo da Gafanha ter-me proporcionado estes imagens preciosas que eu desconhecia.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

A pré-história do basquetebol


Local onde se jogava o Tlatchli
Na procura das raizes históricas mais ancestrais deste jogo, alguns autores apontaram um jogo que se praticava na civilização asteca há cerca de três milénios, o jogo sagrado de marcado cunho religioso, chamado de Tlachtli.
Esse jogo consistia basicamente em introduzir uma bola de borracha maciça por um aro de pedra, colocado perpendicularmente em altura num muro e disposto de forma vertical. Era bastante difícil e rara a concretização do objectivo. Curiosamente a bola devia ser batida só com a coxa, o braço ou o cotovelo mas não pelas mãos ao contrário do Basquetebol actual. Era um jogo realmente duro e cruel jogado aos pares e aos trios e os jogadores, despidos quase totalmente, encontravam-se protegidos com joelheiras, cotoveleiras e coquilhas (Prats, 1991). Os praticantes do jogo eram nobres, membros da classe dominante (as outras classes eram remetidas ao papel de meros assistentes). No fim do jogo os perdedores eram sacrificados aos deuses e os vencedores levados em triunfo e considerados intermediários entre as divindades e os homens. Estes factos demonstram a origem e natureza religiosa e classista desse jogo. Enrique Prats, na obra que temos vindo a citar não deixa de evidenciar as semelhanças estruturais deste jogo milenar com o que é praticado actualmente. E vai mesmo mais longe ao evidenciar semelhanças e paralelos nos aspectos mais negativos mas por vezes menos evidentes destes dois jogos e da sua utilização social pelas classes dominantes. Refere, por exemplo, o facto de as classes não nobres não poderem participar no jogo mas apenas servirem de espectadores que se divertiam, aliás, com aspectos extremamente cruéis nos quais o jogo desembocava, como era o sacrifício dos perdedores. Este “culto da vitória”, a “humilhação ao vencido”, o “ópio para as massas” são aspectos usados em diversas civilizações. Prats dá como exemplos, para além dos astecas, os romanos com o seu “pão e circo” e afirma que, contemporaneamente, continuamos a padecer do mesmo tipo de derivas.
A citação é proveniente da minha tese de mestrado, em que utilizei como referência, para esta temática, Prats.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Imagens representativas da evolução do basquetebol

Este video feito por Luka Medak que deve ser un fã do jogo e que seleccionamos da youtube, dá conta da evolução do jogo de basquetebol através de algumas imagens significativas. Mostra, por exemplo, o inventor, o primeiro cesto (de pêssegos) e o ginásio onde se jogou pela primeira vez.  Depois dá para reconhecer no video alguns dos melhores jogadores e treinadores a partir das décadas de 60. Espero que aproveitem, principalmente os alunos do 8.ºD... que vão realizar este ano um filme chamado "A invenção do basquetebol".