segunda-feira, 25 de junho de 2012

Cumpriu a sua missão

Sendo no ano letivo 2011/2012 que se comemoravam 120 anos de existência do basquetebol, cujo primeiro jogo foi realizado em 21 de Dezembro de 1891, resolvemos elaborar e levar a cabo um programa de comemorações na escola em que trabalho chamado "120 anos de basquetebol" em que este blog era uma das atividades componentes.
Agora que se acaba o ano letivo tomei a decisão de encerrar este blog, mantendo-se no entanto os seus conteúdos para todos os interessados no basquetebol e na sua história. Cumpriu a sua missão ao fim de 160 mensagens que começaram em 26 de Setembro de 2011 com "O lema de Naismith".
Investiremos agora no blog gémeo deste, o "Aprender e ensinar basquetebol" cujo título e temática permite e exige uma continuidade no tempo diferente.
Ainda quanto a este blog convidámo-lo(a) a percorrer aquilo que foi aqui sendo escrito certos de que encontrarão motivos de interesse.

domingo, 24 de junho de 2012

Os dias e os anos


"Os anos ensinam muitas coisas que os dias jamais chegam a conhecer." Ralph W. Emerson.

domingo, 17 de junho de 2012

Fazer uma vaquinha

Desporto, mundo de cultura... a origem de algumas expressões no desporto.

Bicho
O prêmio que se dá aos jogadores por vitória é uma invenção vascaína de 1923. Naqueles tempos pré-salários milionários, a torcida cruz-maltina dava dinheiro aos atletas se o resultado fosse bom. Os torcedores tinham uma senha inspirada no jogo-do-bicho para determinar que valor dariam. Um empate bom valia um cachorro – número 5 no bicho e, portanto, equivalente a 5 000 réis. Um coelho, número 10, significava 10 000. E assim ia até a vaca, número 25, prêmio para grandes vitórias. Daí veio também a expressão “fazer uma vaquinha”.

Pó-de-arroz
Nos anos 20, os negros eram proibidos de jogar em vários grandes clubes. Numa partida contra o América, um mulato chamado Carlos Alberto, do Fluminense, entrou em campo com o rosto cheio de pó-de-arroz, para se passar por branco. Os rivais descobriram a farsa e passaram a chamar a torcida tricolor de pó-de-arroz. Por tabela, o apelido foi exportado para São Paulo, para homenagear os também tricolores são-paulinos.

Lanterninha
Equipe que termina em último num torneio. O mesmo termo dá nome à luz de popa de uma embarcação, ou seja, a luz que fica atrás do barco.

sábado, 9 de junho de 2012

Duas questões

Se o bilhete de identidade do basquetebol marca 120 anos, na verdade houve jogos da antiguidade que apresentam algumas similaridades com o basquetebol. Em anteriores mensagens deste blog mencionámos o exemplo do Tlachtli jogado por alguns povos da América do Sul.
Surgem-nos duas perguntas:
-Conhecem os meus caros leitores outros jogos com similaridades com o basquetebol?
-Será que James Naismith teve conhecimento de algum destes jogos?
Ele, que eu saiba, explicitamente nunca assumiu esse conhecimento.

sábado, 2 de junho de 2012

Antiguidade

"Tu est un ballon avec qui s'amuse le Destin, car Dieu, qui joue avec des ballons sans volonté, tire depuis mille années auprès du panier".
Omar Khayyam
(Philosophe perse, XIIe siècle)

"Tu és uma bola com que o Destino se diverte, porque Deus, que joga com bolas sem vontade, lança desde há milhares de anos ao cesto."
Omar Khayyam
(Filósofo persa, século XII)

Traduzi mas deixei o original pois talvez a minha tradução não esteja totalmente correta e haja algum leitor que ajude a corrigir.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Basquetebol e religião

Há que ser verdadeiro e mencionar que a origem e muitos dos impulsos iniciais ao desenvolvimento do basquetebol nos USA e em outros países, como a França e a Espanha, deveram bastante à contribuição de instituições ou personalidades religiosas. Sejam pastores protestantes nos Estados Unidos da América, sejam católicos em Espanha ou em França.

sábado, 26 de maio de 2012

James Naismith

                         "Criei o basquetebol com a noção cristã do amor ao próximo, para que os
                         jovens pudessem lá colocar todas as suas forças e todo o seu coração, pre-
                         servando constantemente o controlo das suas reações, sem os excessos que
                         deles fariam um instrumento do Diabo."

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Modelo(s) de jogo: necessidade ou ornamento?

"Os treinadores portugueses, pelo menos os reconhecidamente mais competentes, desde há muito tempo têm demonstrado capacidade de reflexão e acção no campo estrito das 4 linhas.
Mário Gomes, em intervenção recente, no fim de 2011, afirmou, no entanto, uma certa incapacidade ou alheamento dos treinadores relativamente ao que para além das 4 linhas tanto tem marcado o nosso basquetebol. Há quem chame a esse âmbito, política em sentido nobre. Na minha modesta opinião e na esteira de muitos dos nossos melhores treinadores nacionais, tanto de basquetebol como de outras modalidades, a política desportiva define, para o bem e para o mal, o desenvolvimento das modalidades e para além disso, é um fator de desenvolvimento cultural, social e educativo importantíssimo.
Se falei num artigo anterior de políticas de desenvolvimento desportivo, hoje o assunto que trago aqui é mais delimitado: trata-se da questão do “modelo(s) de jogo”...

sábado, 19 de maio de 2012

Os 100 anos vêm aí!

Falta apenas um ano para que o basquetebol português perfaça 100 anos.
É fundamental comemorar condignamente esta data e para isso, penso que a Federação e as Associações deveriam já estar a trabalhar nesse sentido.

sábado, 12 de maio de 2012

Convite

Neste blog, desde o início do ano lectivo já publiquei 168 mensagens. Até à proxima quinta vou estar em pousio. Por isso convido-o o leitor a percorrer as mensagens anteriormente publicadas e a fazer um comentário aqui nesta última mensagem.
Fico então à espera dos seus comentários.
?

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Desenvolvimento desportivo

Hoje, no artigo que escrevi para o Planetabasket, abordo as questões importantes do desenvolvimento desportivo e da sua planificação. Uso como exemplo o Plano de desenvolvimento do basquetebol elaborado em 1974 e de que existe o respectivo documento em livro. Continue a ler...


sexta-feira, 4 de maio de 2012

sábado, 28 de abril de 2012

Questão: Estatística e basquetebol?

Uma pergunta aos meus amigos leitores e membros do blog:
-desde quando se realizam no basquetebol estudos estatísticos? Desde já digo que a pergunta não é nem retórica nem corresponde a algo que eu saiba. É interesse real da minha parte que ainda não investiguei.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

"Matemática e basquetebol"

Hoje, o professor José Carlos Santos, da Faculdade de Ciências da UP, foi à minha escola fazer uma excelente palestra de divulgação matemática para os alunos dos 7.º, 8.º e 9.º anos de escolaridade sobre "Matemática e basquetebol".
Em futuras mensagens iremos dar conta de alguns aspectos que o professor lá tratou.
Para já deixo uma pergunta aos leitores:
-Sabes quem foi o informático/matemático que nos anos 50 do século XX colaborou com uma equipa universitária com excelentes resultados?

terça-feira, 24 de abril de 2012

Basquetebol, religião e moral.

Na história do desporto a religião, ou mais propriamente alguns dos seus membros, têm desempenhado alguns papeis interessantes. Referimo-nos ao quase pastor luterano James Naismith, inventor do nosso basquetebol e a Eusébio Milan, padre e introdutor do básquete em Espanha. Isto a nível individual.
Já a nível institucional, nos EUA, o YMCA, que tinha pretensões morais, constituiu o cadinho onde se inventou o basquetebol e a partir do qual se exportou para todo o mundo. Em França, há que lembrar que foi nos patronatos católicos que o jogo começou por crescer. E há algumas ordens religiosas (não sei se neste caso estou a dizer asneira) como os Salesianos que utilizam muito o basquetebol com fins educativos.
E já agora para sermos mais abrangentes, não esqueçamos que nos anos 60 vários dos mais célebres jogadores negros adoptaram a religião muçulmana e mudaram de nome, como foi o caso de Lew Alcindor que se passou a chamar Kareem Abdul-Jabbar.

domingo, 22 de abril de 2012

Futurologia ao contrário

No fim do século XX deu-se a desagregação de dois países multinacionais, a Jugoslávia e a União soviética. Tanto um como o outro, para quem conhece a história do basquetebol, foram duas das maiores potências do basquetebol mundial.
Actualmente, vários dos países que resultaram dessa desagregação mantêm-se ainda no topo do basquetebol. É o caso da Sérvia e de outros dos países da antiga Jugoslávia e da Lituânia e da Russia. No caso da URSS é sabido como muitos dos seus jogadores eram provenientes da Lituânia, esse país onde o basquetebol é o desporto rei.
Em que estado de evolução do basquetebol estariam as duas selecções nacionais se não tivessem sido desmanteladas?
E já agora, por comparação, o que seria do nível basquetebolístico de países resultantes da desagregação dos EUA em estados com selecção própria?
Enfim, futurologia ao contrário, esta que estamos para aqui a fazer, mas que talvez seja um raciocínio com alguma ponta de lógica.
O que acha o meu caro leitor?
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sexta-feira, 20 de abril de 2012

Iniciação desportiva ou especialização precoce?

Ontem, no Planetabasket, o tema do meu artigo foi "Iniciação desportiva ou especialização precoce?". Uma das iniciativas mais interessantes que conheço no campo da iniciação desportiva ocorreu no Barreiro, dirigida pelo professor Francisco Costa, durante a década de 60. Saiba mais lendo o artigo completo aqui.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Os dias e os anos

"Os anos ensinam muitas coisas que os dias jamais chegam a conhecer." Ralph W. Emerson
Retirado do site do Agilson Alves

segunda-feira, 16 de abril de 2012

O garrafão e a raquette

Por vezes os nomes permanecem, mesmo quando deixou de haver razão material para os manter. Os franceses, à primeira área restritiva dos 3 segundos chamaram-lhe raquete devido ao seu formato parecido com esse objecto de outros desportos. Os portugueses chamaram-lhe garrafão.
O que é certo é que depois das alterações à fisionomia dessa área o nome popular manteve-se. Mais do que ver nisso uma resistência à mudança ou anacronismo, gosto de interpretá-lo como a tendência da memória - qualidade fundamental dos humanos - a não se deixar levar pela espuma dos dias.



Sublinhe-se que anteriormente a estas áreas que
aparecem em cima a primeira zona tinha mesmo o
formato de uma raquete, com o corredor mais estreito
que a parte circular.